O PODER NA EUROPA E O TRATADO DE LISBOA

Há um ano, exatamente a 1 de Dezembro de 2009, a circunstância ainda tinha pompa para assinalar, junto à Torre de Belém, a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, assinado dois anos antes, bem perto, no Mosteiro dos Jerónimos.
Este jovem (há um ano) tratado, iria proporcionar um funcionamento célere e condizente com as exigências de uma Europa forte e desenvolvida. Já na altura me parecia que criar o Presidente do Conselho Europeu e a Autoridade para a Política Externa, autónomos da Comissão já existente, provocaria mais confusão ainda, não reforçava o poder de coordenar e responder, na instituição União Europeia, nem resolvia o velho problema de: Para quem é que o Presidente dos USA telefona quando quiser falar com a Europa?
Com a chegada de 2010, a crise financeira sobe degraus aos três de cada vez, Bruxelas não tem meios nem poder para resolver nada e ninguém lhes ligam nenhuma. Os mercados só reagem aos recados de Berlim, que nem sempre têm sido bons para a UNIÃO e estão atentos aos encontros de Sarkosy com Angel Merckel que, acabam por concluir, estar o Tratado de Lisboa necessitado de ser revisto no pormenor de controlo financeiro.
O Jovem Tratado está hoje já velho, como tudo o que se passa na Europa.

Os juros das dívidas soberanas estão hoje em forte queda.
O Presidente do Banco Central Europeu, Tricher, afirmou ontem que o BCE ia começar a comprar títulos de tesouro de alguns países e, confirma-se, hoje já está no mercado. Aí está o efeito.

Foi preciso que as campainhas (juros a subir em flecha) começassem a soar também em relação às “soberanas” da Espanha, Bélgica, Itália e até, (imagine-se) da França, para que Tricher decidisse fazer o que, se calhar, já devia ter feito há muito tempo.

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