OS SEGREDOS E OS PERIGOS, VISTOS POR UM CANUDO...


Se, num passe de mágica, conseguisse recuperar a “minha-janela-daquele-terceiro-andar”, donde, durante tanto tempo contado em anos, consegui ver o mundo e todos os segredos que ele encerrava, estaria muito menos angustiado com o que vai acontecendo por aí.

Se fosse possível voltar a olhar por aquela “janela-do-terceiro-andar”, conseguiria ver quem fez, e quem escondeu o quê, no caso de Tancos;

conseguiria ver e ouvir, exatamente, o que aconteceu naquela suite de Las Vegas, há nove anos;

teria identificado todo o veneno destilado entre os apoiantes do que já foi e os que apoiam o que quer ser, naquela reunião do grupo parlamentar do maior partido da oposição;

teria adivinhado e saberia, todas os motivos que levaram o PM a fazer a remodelação do fim-de-semana;

se ainda tivesse para mim, aquele singular olhar, projetado desde o fundo do Mar-da-Palha até à barra controlada pelo Bugio, através da minha “janela-do-terceiro-andar”, eu saberia tudo e iria contrariar muitos pivôs, comentadores, analisadores e pontas-de-lança dos partidos nas redes sociais, que inventam e se apresentam como sumidades em inteligência, admitindo até, nalguns casos, certo tipo de autoritarismo parido pelo voto do povo.

Foi de lá, da “janela-do-terceiro-andar”, que vi a vitória da democracia sobre a negritude das ditaduras.

Nada está garantido!

Todos os dias é preciso consolidar a democracia e reforçar a vigilância, não vá “o diabo tecê-las”. Pelo mal, nem um “oceano” é suficiente para manter afastado o perigo.

Silvestre Brandão Félix
15 outubro de 2018
Gravura: Google

A JUSTIÇA!


Angustiado, sim! E a coisa não passa com um estalar de dedos…

Causas:

Como vem no, “fugas” do Público, do Chefe Vitor Sobral levar o melhor peixe à mesa a propósito dum importante evento e não me passar, o “melhor peixe”, pelo estreito; de haver uma forte possibilidade de um gajo de extrema direita, ser eleito Presidente do Brasil no próximo domingo; de continuarem a ser sepultados no Mediterrâneo,  muitas pessoas, que só procuram melhor vida; duma diplomata americana, na NATO, “amiga” do seu Presidente, afirmar, na boa, que a solução para resolver o problema dos novos misseis russos, é bombardeá-los e destrui-los;

mas, acima de tudo e principalmente, depois de semanas de palpites, ter chegado à conclusão que, na justiça portuguesa, é possível o mesmo Juiz, intervir em duas fases diferentes do mesmo processo. Pode inquirir, depois instruir e, se fôr caso disso, até julgar.

Não tenho nenhuma formação jurídica, mas estava convencido, pela experiência e conhecimento da vida, que isto não podia acontecer.  Enganei-me! 
   
Não que tenha, até hoje, algum problema com a justiça, mas que esta possibilidade não me deixa tranquilo, lá isso é verdade.

Silvestre Brandão Félix                  
3 de outubro de 2018
Foto: Google

NO OUTONO NÃO CAEM SÓ AS FOLHAS


Resmas de discursos, análises, teses para vários cursos, comentários e crónicas de “mal-dizer” e, mesmo assim, não conseguem segurar a mulher no lugar e tornar o cargo vitalício? Já agora, reconduzida desta vez e, daqui a seis anos, mais outro mandato e por aí fora.

Estão a perder a mão!

Tanta fogueira, não sei para quê! Fartaram-se de vomitar “palavras”, partidarizaram a questão, e, no fim, “a montanha pariu um rato”; quem tinha que escolher, escolheu e, quem tinha que nomear, nomeou. 

O mandato deve ser único, sim! E, se fôr caso disso, até pode ser um pouco mais longo. Só assim, o titular do cargo não se sente tentado a trabalhar para o mandato seguinte. Desta maneira é completamente livre e independente para fazer o seu trabalho, sem cobrar nem ser cobrado.

Mas, como é “apanágio” dos fazedores de leis, também no nº 3 do artigo 220º da Constituição, sobre o mandato e ao contrário do que acontece para outros cargos, não explicita: mandato único ou sem renovação. Ou seja, deixa a porta aberta a outras leituras e pode dar para o lado mais conveniente.

Neste caso, acho que, logo seja possível, deve ser feita a respetiva correção na lei fundamental.

Silvestre Brandão Félix
25 setembro de 2018
Gravura: Google

HABITUAMO-NOS A CADA COISA...


Há coisas que, antes de as fazermos ou programarmos, é bom que nos habituemos a consultar o calendário das greves de alguns serviços, na maioria públicos, e as deslocações do Presidente da República porque, de tão frequentes, são muito mais as probabilidades de nos cruzarmos com algumas dessas ações ou eventos, impossibilitando concluir o nosso intento, do que o contrário.

O que, pela frequência de uso ou costume se torna banal, pouca ou nenhuma relevância tem!

Silvestre Brandão Félix
20 setembro de 2018
Gravura: Google

NESTES DIAS, DISTO E DAQUILO ...


Quantos ramos de flores, chocolates dos mais doces, joias das mais caras, noites únicas de amor e todas as demais prendas que se inventaram para o dia de ontem, não se converterão, hoje, em bárbaras sessões de violência (ou indiferença) doméstica?

A hipocrisia, nestes dias disto e daquilo, é elevada à máxima potência!

Silvestre Brandão Félix
9 março de 2018
Foto: (Google) – Duas caras  

INFARMED E A GUERRA QUE O GOVERNO "COMPROU"

Condenar uma guerra, é o “politicamente correto”! Todos o fazem, mesmo que alguns pensem exatamente o contrário, quando, enquanto protagonistas, convencidos estão, que a vão ganhar.

As guerras aparecem e, numa grande parte das vezes, foi por “obra e graça do espírito santo”; nenhuma das partes a provocou, a culpa é sempre do inimigo.

É um facto, que muitas vezes não se percebe como começam e, depois, já não há como recuar.

Ou seja; por muito belicista que seja o discurso, raramente se entra numa guerra por querer.

Atónitos, assistimos nestes últimos dias, ao início duma guerra por opção consciente e repetidamente confirmada como desejada.

Seja por razões ainda inconfessadas, seja para adoçar a boca a poderes locais que, escolhendo os pratos da balança conforme as cedências dos da Capital, mais tarde poderão estar disponíveis para outros “jogos”, seja só, por puro masoquismo, seja pelo que fôr, não dá para perceber que se deem “tiros nos pés”, desta maneira!

Evidentemente que me refiro à pretendida transferência do “INFARMED” de Lisboa para o Porto.

O governo está a “comprar” uma guerra, que, nem nos mais maquiavélicos desejos da direita, alguma vez tenha sido considerada.

A descentralização é imperativa, a regionalização é urgente e, parece-me, nem os antigos detratores destas duas reformas, hoje, são contra a sua efetivação.

Mas, não é assim!

Há milhentas oportunidades de darem corpo a uma desejada descentralização, sem destabilizarem, duma só penada, 300 famílias, para além do sentimento de desconfiança nas instituições, que é gerado no cidadão comum.

Silvestre Brandão Félix
26 novembro de 2017
Foto: Google

OS SEGREDOS E OS PERIGOS, VISTOS POR UM CANUDO...

Se, num passe de mágica, conseguisse recuperar a “minha-janela-daquele-terceiro-andar”, donde, durante tanto tempo contado em anos, conseg...