25 DE ABRIL, SEMPRE!!!
Silvestre Brandão Félix
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| Julgamento de presos políticos durante a ditadura |
Na véspera, ainda “Antes-do-Adeus”,
o nosso Amigo Olímpio, não sabendo
que era a última vez, precisou de aplicar o habitual disfarce nos livros “suspeitos”, que só vendia a clientes da
máxima confiança. Mesmo assim, corria muitos riscos. A “bofaria”, passeava-se e dissimulava-se por toda a parte, até nas
livrarias.
Do terceiro
andar, daquela janela, eu conseguia ver, mesmo sem “Google Earth”, tudo o que
acontecia na “hora”, tinha acontecido, ou, que imaginava viesse a acontecer.
Pelas avenidas, pelas ruas becos e travessas, as espingardas
gritavam, continuamente, improvisadas palavras de ordem e as flores, que eram
vermelhas, transbordavam de felicidade passando de mãos e mãos poisando nos
canos das “getrês” e nas largas bocas das pesadas viaturas dos aderentes
regimentos de cavalaria.
Até Guimarães fui e, por essas estradas abaixo, voltei!
«Senhores, estamos aqui em nome da Liberdade. É em nome da Liberdade que não faremos justiça por nossas próprias mãos. As pessoas por quem esperam devem abandonar este local em inteira segurança, a fim de serem julgados.» (1)
João Paulo Guerra é um nome e uma voz que conheço desde o tempo do «PBX» e «Tempo ZIP» no antigo Rádio Clube Português. Mais recentemente voz da TSF e, atualmente, da Antena 1.
Todos os portugueses que festejaram o 25 de Abril, e que acreditaram na verdade dos homens que o tornaram possível, ficaram hoje mais pobres com o desaparecimento terreno de Vitor Alves.
Angola era, aquando do triunfo da revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal, palco de uma das frentes da Guerra Colonial que o antigo regime português teimava em manter.
da guerra com a independência em 1975. Os angolanos continuaram a ouvir os disparos das metralhadoras e os rebentamentos de minas, com os sacrifícios que isso implica, até 2002, ano em que, com a morte do líder da Unita, o confronto chegou finalmente ao fim. 

«Na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, Salgueiro Maia limitou-se a mandar ter o material pronto para qualquer ação, sem no entanto dizer para quê. Não era contudo muito difícil percebê-lo e os oficiais milicianos da sua maior confiança, adivinharam-no.
Naquele Abril revolucionário, todos os problemas se iam resolver, os portões do paraíso na terra estavam escancarados, nunca mais haveria fome, nunca mais haveria guerra, nunca mais haveria PIDE.
“Capitão de Abril, Capitão de Novembro” do Coronel Sousa e Castro, demonstra com muita precisão alguns exemplos do que acima disse. Anti - democracia net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...