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AS PORTAS QUE SE FECHAM…


« …Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado. …»

Parte do poema revolucionário “As portas  que Abril abriu” de José Carlos Ary dos Santos que morreu a 18 de Janeiro de 1984, faz hoje 29 anos.

Esta obra do Ary foi escrita em 1975. O PREC fazia o seu conturbado percurso mas era o tempo da esperança…

Todas as homenagens lhe são merecidas!

Silvestre Félix

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COLÉGIO INTERNO

A propósito do “post” anterior, fico desesperadamente incomodado quando vejo miúdos de 9 anos, neste País que é o meu, ingressarem em colégios internos militares. O ensino (vertente académica) ministrado, até pode ter muitos méritos, mas, já o facto de ser em regime interno, separado dos amigos e de quem mais se gosta, na minha opinião, é muito mau. Eu nunca faria essa maldade a um filho meu. Aqui tem a agravante de ser um autêntico quartel de tropa prevalecendo toda a ordem e disciplina militar.
Estou a recordar-me duma grande reportagem transmitida há dias, salvo erro pela SIC, sobre um colégio com estas características, e percebi que alguns dos miúdos não gostaram nada da ideia, como aliás é normal. Uma arma devia ser o último objecto a mostrar-se a uma criança, aqui, e em qualquer parte do mundo. Neste colégio, não só se mostra a arma como se ensina a andar com ela, com certeza como funciona, e a considerá-la como fazendo parte do dia-a-dia do aluno.
Não me venham com a história q…

PROFETAS E OS SEUS MÓRBIDOS DESEJOS

Ainda a “Geringonça” não tinha nascido e já a davam como “nado-morto”.
De quando em vez, aí vêm “eles” exercitarem a sua capacidade profética.
Ou porque o resultado autárquico do PS é demasiado bom, ou porque o dos parceiros é fraquinho ou mau.
Qualquer coisa serve para quererem que os seus “mórbidos” desejos se concretizem, mas, sentadinhos vão ter de esperar porque, um(a) atrás do(a) outro(a), os “elementos-da-máquina”, vêm afirmando que tudo está bem “oleado” e que os portugueses podem dormir descansados e continuar a, finalmente, acreditar que para a frente será melhor. 
Era muito bom (digo eu) que, em muitas autarquias, fosse possível multiplicarem-se “Geringonças”.
Se assim fosse, o País ganhava e os portugueses viam a sua democracia reforçada.
Silvestre Brandão Félix 3 de outubro de 2017
Fotos: Google

SINTRA E OS TUK-TUK'S

Depois de ter feito promessas a todos os santinhos, para que, na Rua João de Deus, houvesse um lugarzinho livre para arrumar o carro de borla, bem no meio, do lado direito, lá estava o sítio à espera de ser ocupado, porque os ditos santos, assim tinham determinado. Deixei-o bem no centro do espaço disponível e, iniciando a caminhada pelo passeio fora, senti e vi a chegada dum comboio à estação de Sintra.
No momento em que, vindo daquele lado, me aproximei da saída no topo da gare, um magote de pessoas, empunhando cartazes de todas as cores e feitios, arrancaram direito a mim, obrigando-me a estancar o andamento e a tentar perceber o que se estava a passar.
Instantaneamente, recordei-me das notícias que tinha acabado de ouvir no rádio – greve da Função Pública! Exatamente, são manifestantes e confundiram-se com algum governante disfarçado. Tudo isto numa fração de muito poucos segundos que nem tive tempo de ler o tinham escrito nos cartazes de protesto.
Endireitei-me e, disposto a encara…