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SONDAGENS E OS ESTADOS DE ALMA DOS CANDIDATOS

Todos sabemos que os votos que contam, são os que entrarem nas urnas no próximo domingo.

As sondagens valem, e ainda bem, como ferramenta da nossa democracia.

Assim sendo, desde que as instituições responsáveis pela execução e publicação dessas sondagens, sejam reconhecidas, certificadas e credíveis, designadamente como a Universidade Católica e a Euro sondagem, as mesmas devem ser consideradas para o fim a que se destinam; informar e acertar estratégias dos intervenientes.

Silvestre Brandão Félix
27 setembro de 2017
Foto: Google

FAVAS “NÃO” CONTADAS…

Entre, apelos à “união nacional” de má memória e pedidos para que a “Constituição da República” não impeça despedimentos na função pública à laia de barata chantagem, Coelho, o primeiro, inicia um novo paleio para levar uns pontinhos nas autárquicas, e deixar a zero as “favas contadas” já assumidas em caminho “seguro” por adversários mal avisados e portadores de profunda desilusão na maneira de ver intuitiva dos senadores maiores.

Nem estão “no papo”, as autárquicas, para o PS, nem remediadas para o PSD ou coligação à direita. Acho que equilibradas para a CDU e pequeninas para o BE. Premiadas e bem-aventuradas para os bem vindos independentes.


Silvestre Félix

(Foto: Câmara Municipal de Sintra - Paços do Concelho)

DIREITO À CIDADANIA


As cadeiras são sempre poucas para os cus que se querem sentar!

Os inteligentes, mandatários do sistema, estão ocupadíssimos neste tempo de composição das listas de bem comportados e esclarecidos seguidores. A ambição de poder, quase sempre má conselheira, eclipsa a necessária, desejada e honesta prestação de serviço às populações.

Em cima das mesas e bancadas partidárias estão interesses inconfessados que, aqui e ali, vão provocando algumas desavenças originando acertos para repor a força da hierarquia, sempre selada com o ok do chefe.

Se não acontecer nada entretanto, grande parte dos cidadãos eleitores destas autárquicas, mais uma vez, não vão poder eleger os seus preferidos porque, simplesmente, eles nem sequer poderão ser candidatos.

As bem oleadas máquinas partidárias continuam a impor os seus “quadros” para as Câmaras e Juntas (ou, agora, união de Juntas), mesmo que eles nunca lá tenham posto os pés, ignorando a vontade dos eleitores e até dos seus militantes locais.

Os portugueses reclamam a devolução do direito à cidadania!

Silvestre Félix

(Foto: Câmara Municipal de Sintra – Wikipédia)

MAU PERDER

Finalmente acabaram as campanhas e a contagem dos votos do último Domingo estão feitas, só ainda mexem as recontagens.

A expressão máxima do nosso sistema democrático, concretizou-se. Mesmo com todos os defeitos que podemos encontrar na nossa sociedade, ainda não conseguimos arranjar melhor. O Povo votou e falou! Durante os próximos quatro anos, os que ganharam vão ter que corresponderem ao que deles se espera. Se, se portarem mal, quando voltarem a ser avaliados, levam com o “negas”, e a vitória será doutros.

O engraçado, é que nas próprias noites eleitorais, os discursos de vitória simples, se transformam em vitórias estrondosas, e as derrotas viram “não vitórias”.

Ainda engraçado, é no dia seguinte virem à tona os que têm “mau perder”, tentando arranjar explicações para as derrotas, passando atestados de estupidez a quem votou nos vencedores, e prometendo (não sei a quem) que vão continuar a lutar até ao fim pelas suas promessas e pelos seus programas, nem que seja na rua.

Mas que raio de democracia é esta?

Vai a escrutínio. É escrutinado e perde, em consequência, outros ganham.

Democraticamente, o derrotado deve dar os parabéns ao vencedor e sair de cena, pelo menos daquela. No nosso sistema democrático, existem as Assembleias onde todos têm assento. É aí que devem defender os seus pontos de vista, e, exercer todos os direitos de oposição.

SBF

(Gravura: Internet)

PARA UNS GANHAREM, TÊM OUTROS DE PERDER.

Em vez de um dia de reflexão, (estou a referir-me ao blogue) decidi tirar dois. É verdade, ou bem que se reflecte ou então não vale a pena e fazemos a coisa ao primeiro impulso.

Numa grande parte das vezes, mais valia assim. Talvez a consciência ficasse mais descansada, pelo menos tínhamos sempre essa desculpa.

– Eh pá… não tive tempo de pensar, fui apanhado desprevenido, tinha acabado de ouvir o Pacheco na “quadratura”, durante o jantar “atazanaram-me” os ouvidos, etc, etc, e nunca mais acabam as desculpas.

Não é por nada, é que estamos sempre insatisfeitos, está pegado à pele, faz parte do nosso ADN.

Há muito tempo em anos contado, os nossos digníssimos e dedicados deputados da Nação, depois de longas discussões por noites “adentro” e de muita massa cinzenta massacrada, concluíram que os seus “representados”, que uns conhecem também por “eleitores” e outros ainda, por designação fácil e simples de “Zé Povinho”, que vingou no começo do último quartel do ido século IXX, mantendo-se até hoje que nem a ditadura conseguiu bani-lo das parangonas censuradas a azul, mas… ia dizendo, que os deputados tinham chegado à conclusão que os seus eleitores, haviam de ter necessidade de reflectir muito, mas mesmo muito, na véspera do dia sagrado, conhecido por “dia de voto na URNA”.

Não tenho intenção de conotar urna com qualquer tipo de fim. É verdade que muitos se “finam” com o que entra nas urnas das assembleias eleitorais, é a vida!

– Para uns ganharem, têm outros de perder.

Mas para que raio serve o dito dia de reflexão?

SBF

DRA ANA GOMES E A INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE

À excepção do prof MRS, do JPP, que ainda agora na “quadratura do círculo” tentou, mais uma vez, explicar o inexplicável, e mais um ou outro, o Presidente da Republica tem sido criticado por personalidades da esquerda à direita e pelo universo dos comentadores e analistas, pelos termos em que fez aquela comunicação ao País.

Também a Dra Ana Gomes, candidata à Câmara Municipal de Sintra pelo PS, em declarações aos jornalistas ontem, na inauguração do A16, condenou o conteúdo da dita intervenção de Cavaco Silva.

A Dra Ana Gomes, diplomata de carreira, ganhou merecido prestígio durante a sua permanência em Jacarta de 1999 e 2003, onde, acompanhou todo o processo de preparação e chegada à independência de Timor – Leste e, ao mesmo tempo, restabeleceu as relações diplomáticas com a Indonésia, sendo também Embaixadora de Portugal naquele País.

Em 2004 foi eleita deputada no Parlamento Europeu e reeleita em 2009. Durante este período, destacou-se em várias matérias de interesse europeu, consolidando assim um estatuto de primeira figura no panorama político nacional e europeu.

Quando ontem, em frente às câmaras das televisões, se referiu ao Presidente da Republica, fê-lo num tom demasiado jocoso e muito pouco “diplomático”. Também não precisava dizer que tinha ficado “encavacada”. Não fica bem à Dra Ana Gomes. O humor é bom e sabe bem, mas é no momento e na quantidade certa, neste caso, nem uma coisa nem outra.

O PS não podia arranjar melhor candidata para defrontar o Prof Fernando Seara, por isso, não se deixe trair por “tiradas”, que até nem têm nada a ver com a Câmara, mas que a podem prejudicar nos objectivos.

SBF

SANTARÉM – MOITA FLORES


A forma como alguns politiqueiros e analistas da nossa praça, se apressaram a passar a mensagem de incompatibilidade entre o reconhecimento de mérito do Governo, e o facto de Moita Flores ser Presidente eleito como independente numa lista do PSD, e voltar a ser candidato na mesma situação, e ainda por cima não garantir, à partida, em quem vai votar nas legislativas, mostra, para os que ainda têm dúvidas, como os aparelhos dos nossos partidos estão desadequados, velhos, desactualizados e a precisarem de reforma.

Força Moita Flores!

Não ter dono, não lamber botas e ser realmente independente, tem definitivamente de poder ser uma opção na nossa vida política.

SBF

(Gravura retirada da Wikipédia)

ELEIÇÕES

Falando da composição das listas para as próximas eleições legislativas e autárquicas.

O rasto de bronca, que vai ficando muito comprido, e ameaça durar até às eleições e, conforme o resultado, até continuar para além do escrutínio, está a dar uma imagem muito real de como os aparelhos partidários mastigam e cospem fora.

Todos têm problemas na elaboração das listas porque alinham pelo mesmo diapasão. Ignoram as bases e as decisões vêm directamente do topo da pirâmide.

Com o PSD, as coisas têm sido escandalosas. Eles lá sabem, mas a sociedade “civil” observa e analisa a atitude impositiva da líder. O cheiro a “bafio” deixa avisos ao cidadão comum. A compostura passadista de MFL deve ser considerada na hora de fazer a cruz no boletim de voto.

Em legislativas, nunca votei PS. O actual Governo não teve o meu voto em 2005, mas, passado pouco tempo depois de tomar posse, e depois de perceber que havia coragem para mexer com os poderes corporativos, intocáveis desde o tempo da “outra senhora”, e também disposição para reduzir privilégios de muitas funções de estado, incluindo membros do Governo, comecei a considerar que tínhamos o Primeiro - Ministro que o País precisava.

Se há quem não tenha culpa da crise universal que nos caiu em cima, somos nós e o Governo de Sócrates. É no mínimo desonesto que a oposição aponte os números negativos da crise, como se fosse resultado desta governação.Todos sabemos que não é, mas vai dando jeito e, em 27 de Setembro, vai de certeza ter influência do resultado.

SBF

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...