Ano vai, ano vem…
Neste tempo terreno os anos
gastam-se e não se renovam. Aqueles rostos que por mim passam com as rugas mais
acentuadas clicam a contagem automática. Eu também por lá passo e sinto que…
os anos vão e os anos vêm, gastam-se e não se renovam.
E, para qualquer lado que me
vire, dou de caras com um político que fala, com um analista que analisa e uma
dúzia de comentadores que comentam. Falam, falam e já ninguém os ouve e muitos
menos alguém retém alguma frase, alguma ideia.
Ano sai, ano entra…
ontem, anatomia viçosa, hoje rugas e curvatura de costas.
Em qualquer Natal, em qualquer
ano que vem, falam, falam como se alguém acreditasse muito no que dizem. Nunca
cumprem e até se esquecem que já prometeram ou já se lamentaram do mesmo há
décadas.
Ano vai, ano vem…
e nem uma luzinha ao fundo do túnel…
Silvestre Félix
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