"AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE"


“Amigos, amigos, negócios à parte!” (1)

Todos nós, uma ou mais vezes, experimentamos o “amargo” desta meia-verdade.

Com a idade que tenho, ainda acredito que a incompatibilidade dos “negócios” tem a ver com as falsas amizades. Se os “amigos” forem verdadeiros, tudo corre bem entre eles, até nos negócios.

Vem isto a propósito, do novo regulamento de “registo de faltas” para os deputados, que entrou hoje em vigor na Assembleia da República.

Há menos de um ano, chegou-se à conclusão, que as presenças na AR eram validadas, quando convinha, por camaradas ou companheiros e companheiras de bancada, embora, os “ditos” e “ditas”, estivessem fisicamente ausentes.

Isto deve ter sido assim desde sempre, para os que se prestavam a este papel nas diversas bancadas, mas, só agora, com os “amigos” a estragarem o negócio das senhas, subsídios, e demais alcavalas decorrentes das “presenças”, a coisa se corrigiu no sentido de pôr os “deputados” e “deputadas”, na ordem.

Silvestre Brandão Félix
16 janeiro de 2019
- (1) Provérbio Popular Português
- Gravura: “Cinismo” (coladaweb)(Google)

"AMIGO NÃO EMPATA AMIGO"


“Amigo não empata amigo!” (1)

Ao longo do último ano, há dias, em que temos de comer “Brexit” a todas as refeições.

Não há pachorra!

Ou saem ou ficam!

As duas coisas ao mesmo tempo é que não pode ser. 

Estes Britânicos têm cada uma. Referendaram e o resultado foi favorável à saída, mas, perante a inevitabilidade da separação, incluindo da Irlanda do Norte, já não lhes agrada e muitos dos que vimos nas televisões a defenderem “com unhas e dentes” o “Brexit”, agora, parece, já não o quererem ou, pelo menos, não o querem assim, como acabou por ser negociado.  

Queriam o quê? Sair e ficar com um pé dentro?

O que é certo, é que está a Europa toda e não só, à espera que os “sir’s” se decidam.

Silvestre Brandão Félix
15 janeiro de 2019
- (1) Provérbio Popular Português
- Gravura: Google

"ÁGUAS PASSADAS NÃO MOVEM MOINHOS"


“Águas passadas não movem moinhos!”

O povo não o diz por acaso. Grande parte da nossa vida é “calcorreada” em função dos caminhos do presente e dos que nos abrem ou abrimos para o futuro. O passado foi aprendizagem. Não voltamos lá, nem o podemos alterar por arrependimento ou, simplesmente, por experimentação.

Nestes tempos, e passados quase 45 anos do 25 de abril, ainda há quem queira “mover os moinhos” da antiga ditadura. Continuam a querer ressuscitar a “carcaça” do ditador e do seu império. “Gritam” como se fosse possível, em 2019, terem as mesmas colónias, a Pide e toda a “bufaria” a perseguir e a prender tudo o que abrisse a boca.

“Foi chão que deu uvas!”

Conquistamos a democracia e é com as suas “ferramentas” que reforçaremos o nosso “Estado de Direito”.

Podem os “saudosistas” estar certos que o “ditador” não voltará!

“Águas passadas não movem moinhos”

Silvestre Brandão Félix
14 janeiro de 2019
Gravura: Tortura a presos políticos

"A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO"


“A pressa é inimiga da perfeição!” (1).

A sabedoria popular aplica-se, direitinha, ao imbróglio do agora, denominado, “Aeroporto do Montijo”.

O atraso na construção dum “novo-aeroporto-de-Lisboa”, começou quando, após o 25 de Abril, se concluiu que, sendo a localização, estudos e projetos do governo de Marcelo Caetano, estaria com certeza infetado com algum vírus fascista e, por isso, o trabalho “herdado”, deveria ir para o lixo. A Herdade de Rio Frio, já era!

Assim foi e, pelos anos seguintes, na penúria, sem dinheiro, e com os muitos interesses políticos e mercantilistas a botarem trunfos p’ra mesa, começaram a surgir dezenas de hipóteses para o “novo-aeroporto-de-Lisboa”.

Com os “interesses” a atropelarem-se uns aos outros à medida que os governos mudavam, passaram-se trinta, quarenta anos e, Ota, Alverca, Sintra, Montijo e a coisa assentou em Alcochete. Era uma “obra e peras”, mas, com o advento da “Troika” e do “Passismo” e o movimento da “Portela” em baixo, tudo chumbado mais uma vez e lá vão mais oito anos.

Ou seja, o que devia ter sido uma obra “do País”, serviu todos os outros interesses. No vagar podia ter sido feito, poupando-se nos acrescentos da “Portela” que, nos últimos quarenta anos, todas as obras, prémios, luvas e outros adicionais, já dariam para meia-dúzia de grandes aeroportos e, agora, tudo tem que ser remediado com muita pressa.

A pressa é tanta que nem se espera pelo “impacto ambiental”, assinando-se compromissos e contratos para avançar com o do “Montijo”. E se o “ambiental” chumbar o dito?

De facto, não há tempo para fazer bem, confirmando-se que “a pressa é inimiga da perfeição!”

Silvestre Brandão Félix
12 janeiro de 2019
- (1) Provérbio Popular Português
- Gravura: Projeto do futuro Aeroporto do Montijo - Expresso (Google)

A AMBIÇÃO CERRA O CORAÇÃO


“A ambição cerra o coração!” (1) Ou seja, quando ela, a ambição, é desmedida, provoca o descontrole do protagonista. Quando assim é, ele não mais olhará “a meios para atingir os fins”. Se não o pararem, derrubará tudo o que lhe aparecer pela frente.

A eminente elaboração das listas para as eleições europeias e legislativas começaram a remexer os bastidores partidários. Os interesses pessoais ou de tendências, sobrepõem-se ao coletivo e atropelam a “ética” democrática.

Se, por força da liderança, a perspetiva é ficarem de fora das listas, portanto, sem emprego, urgentemente vão fazer alguma coisa para tentar inverter essa inevitabilidade.

Chamam-lhe, “diretas”.

Será que “vão levar a água ao seu moinho?”

Silvestre Brandão Félix
11 janeiro de 2019
– (1) Provérbio Popular Português
Gravura: Google

DESFAVORECIDOS, BACORADAS E AS TELEVISÕES


“Está tudo doido!!”

Correria e mais correria, na direção de tudo o que é shopping. O consumismo está de “freio-nos-dentes” e não dá mostras de acalmar.

A fazer fé no “sofrimento” apregoado “aos-quatro-ventos”, por corporações altamente “desfavorecidas”, os comerciantes deviam estar em crise, em virtude de, a estes “desfavorecidos”, lhes faltar o dinheiro nas contas bancárias.

Mas não! O Estado, continua a garantir-lhes os “trocos”, incluindo todos os subsídios e ajudas-de-custo habituais, mantendo o seu bem-estar sem terem passado pela crise, sempre encavalitados em “carreiras” remuneradas muito acima da média do universo anónimo dos trabalhadores portugueses.

E assim, chegamos ao fim de mais um ano de “luta” dos “desfavorecidos”, prelúdio de processos eleitorais sem fim. Porque não se junta tudo num único dia? Vamos ter que aguentar as “bacoradas”, três vezes!

As nossas televisões “esfregam-as-mãos” de contentes; vão ter promessas e demagogia com fartura. Vai ser um fartar de “debates” com “sabichões” (atenção-ao-género) e “sabichonas”, para levarem os eleitores a votar onde eles mais “gostam”.

Silvestre Brandão Félix
27 dezembro de 2018
Gravura: Google (contioutra.com)

HÁ ANEDOTAS BEM MAIS FRAQUINHAS


Tenho a impressão que deixaram plantado, ali para as bandas de Alvalade, um vírus que, como todos os outros que por aí andam, ataca sem olhar a quem e quando. O anterior, “BdC”, não teria feito melhor; nas provas todas e com possibilidades de as conquistar, principalmente o principal “campeonato” a dois pontos do líder. Infelizmente, o Sporting continua a ser notícia pelas piores razões: Falta de carácter, de respeito e de ética.

Do outro lado Atlântico, um Juiz que investigou, perseguiu, instruiu, inquiriu, julgou, condenou e prendeu o candidato “líder” destacado nas sondagens, agora, vai ser ministro para chegar a presidente. Chama-se ao homem: Imparcialíssimo, pois claro!






Mas ainda há alguém neste país que consiga ouvir falar no roubo de Tancos?






Silvestre Brandão Félix
2 novembro de 2018
Fotos e gravuras: Google

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...