LÍBIA E O CORONEL

O mundo está em mudança e rapidamente.
O coronel da Líbia, que ainda há menos de um ano se pavoneava por todo o lado onde fosse com as não sei quantas esposas e amazonas, armando a tenda nas praças mais emblemáticas em casa País visitado, está a esta hora nas “lonas”, se é que ainda tem “lonas”.
A outros já aconteceu o mesmo e ainda mais virão com idêntico “fado”. O povo pode descansar mas não dorme sempre. E, neste caso, tem mau acordar e não perdoa.
Tudo isto se passa tão perto da desenvolvida (?) Europa onde os ultraliberais no poder não vêem mais nada a não ser cifrões a “curto prazo”.


Silvestre Félix

SOMÁLIA E A FOME!

Enquanto boa parte do mundo “rico” gasta o tempo nas subidas e descidas das bolsas, dos juros de dívida, das subidas do preço do ouro, se deve ou não transacionar mais uns milhões de barris de petróleo, na viabilização de mais um fundo (sem fundo) de investimento, da transferência de mais uns milhões para as Ilhas Caimão ou outro novo offshore da moda…enquanto isto, a humanidade deixa morrer à fome milhares e milhares de somalis e outros na região do chamado “Corno de África”.
Todos os líderes políticos do mundo e principalmente os que reúnem no “G20” e “G8”, que se chamam a si próprios ricos, são responsáveis pelo que está a acontecer naquela região.


Era bom que pela fartura sentissem os mesmos efeitos da fome.
Há muito se diz: A abastança faz fastio!


Silvestre Félix

INSÓNIAS DOS TITULARES!

Este Agosto cinzento que corre pelos dias fora e há de ter trinta e um dias como já teve Julho e disso são testemunhas os nozinhos entre as costas das minhas mãos e os dedos, vai condicionando o espírito e a disposição de toda a gente que ouve, vê, fala e pensa na crise que nos caiu em cima.
O Sol é energia nem sempre controlada mas, Agosto sem Sol, é qualquer coisa que não se explica em manual escolar normal nem sequer nas Novas Oportunidades que este Governo disse ir reavaliar como parece querer fazer a tudo. O português comum, aquele que leva com as medidas de austeridade em cima, não entende como é que, até o Sol de Agosto, único que lhe resta, está contra ele.
O português que aperta o cinto, que também tem obrigações de família e que de Agosto também já só levava o Sol porque é das poucas coisas que os do poder ainda não descobriram como cobrar imposto ou taxa especial e porque férias é coisa para deputados e outros titulares de altos cargos do Estado, está quase convencido que o querem tramar.


Há por aí muito “titular” com insónias… Pois claro!
Há muito que se diz: “A consciência tranquila é o melhor remédio contra a insónia

Silvestre Félix

A SAÚDE E A CEGUEIRA DOS CORTES!

Quando oiço dizer que vão cotar xis por cento aqui, xis por cento ali, ou vão gastar menos xis milhões de euros aqui e menos xis milhões ali, todos os pêlos se me arrepiam.
Agora, os ministros, ministra, secretários e secretárias de estado, funcionários governamentais e todos os outros que lhes devem obediência, são portadores, de noite e de dia, no ativo ou em férias, da grande ferramenta chamada tesoura. Nas suas visitas oficiais e semi-oficiais, quando descobrem qualquer ponta a mais, sem outras delongas, apontam a afiada tesoura e, com gesto bem determinado, cortam uma boa parte da “
saliência”.


Os anunciados cortes na saúde, assustam qualquer um. Sabe-se da necessidade de aplicar rigor neste setor. É dos que mais derrapam nos orçamentos e não é sustentável que se mantenha essa tendência.
Por outro lado, a área da saúde não pode ser mais uma parcela no orçamento e, a solução não pode ser na base de: Se gasta muito, vai de corte. Não pode ser assim. A “parcela” representa pessoas que, ainda por cima, estão fragilizadas porque estão doentes. Toda a economia, neste tempo de ultra-liberalismo instalado, está desumanizada mas, pelo menos na saúde, as pessoas têm de estar em primeiro lugar.
Cortar nos desperdícios, fomentar a produção nacional dos mais variados consumíveis nos hospitais e outros serviços de saúde em vez de se importar e, em vez de cortar nos recursos humanos, antes, motivá-los para alcançarem objetivos de consenso.

Temos obrigação de curar os doentes, não de lhes arranjar mais doenças…

Silvestre Félix

AGOSTINHO DA SILVA

Do livro “Ir à Índia sem abandonar Portugal, considerações e outros textos” que reproduz textos e pensamentos ditos pelo grande Agostinho da Silva em 1987, publicado pela Assírio & Alvim em Maio de 1984 e a propósito da atual crise no hemisfério norte, extraí o seguinte:


«Milagre seria que Portugal tivesse escapado incólume de todos os graves, profundos acontecimentos que durante os séculos XXI e XXII, tanto mudaram a face da ecúmena. No hemisfério norte, o desabamento económico, social e político de todos os países de alta industrialização, desde os japoneses no extremo leste até os americanos na ponta ocidental, fez que o País sofresse as repercussões de toda a parte de rumo da Europa, justificando os que sempre tinham estado contra a chamada integração no igualmente chamado Mercado Comum…»


Só alguém com a sabedoria desde grande português que era Agostinho da Silva, conseguia antever o que havia de acontecer 24 ou 25 anos depois.


Silvestre Félix

TGV LISBOA-MADRID

Tudo o que os partidos portugueses dizem ou prometem na oposição, ultrapassa o “prazo de validade” quando sobem ao poder. O que antes, na oposição, era um tremendo erro, na cadeira do poder pode não ser bem assim.
Afinal a linha TGV Lisboa-Madrid já não é imediatamente suspensa?
O que mudou desde Maio até agora para merecer a pena reavaliar o assunto e, eventualmente, relançada a linha?
Quando é que estes políticos aprendem a não dizer “desta água não beberei”.
Tanta “porrada” deram no anterior Governo por causa deste projeto e agora?


Telhados de vidro”, é o que todos têm!


Silvestre Félix

PRIVATIZAÇÃO DA RTP?

A privatização da RTP ou, pelo menos, de um canal, foi assumida por esta liderança do PSD desde o seu início e na campanha para as legislativas de 5 de Junho.
Ganhas as eleições, o PSD defrontou-se com as habituais contradições e cobranças de clientelas. Com poder no partido, há quem não tenha interesse na existência de mais um canal privado e, aparentemente, este lobby teve força suficiente para fazer “engonhar” o objetivo inicial – a privatização de facto.
Então, o ministro da tutela deu a conhecer a intenção da criação dum “grupo de trabalho” para definir o “serviço público”, abrangendo as empresas de comunicação estatais – a RTP, RDP, Lusa e ANP.
Apanhando a boleia do PSD em campanha, da necessidade de envolvimento da sociedade civil (independentes dos partidos) nas instituições, a ponto de criar o lamentável episódio do primeiro candidato a Presidente da Assembleia da República, até se percebia que este “grupo de trabalho” fosse composto por pessoas que representassem a abrangência da nossa sociedade.
Pois bem, depois de conhecidos os nomes dessa “comissão”, podemos concluir que o Governo optou por entregar a responsabilidade de definir uma conceção tão subjetiva, a cidadãos (pelo menos os mais conhecidos) com muitos méritos para as audiências que os escolhem, mas que, de independentes na verdadeira aceção da palavra, nada têm, antes pelo contrário, e, ainda por cima, alguns têm protagonizado situações polémicas envolvendo setores respeitáveis da sociedade portuguesa.
Se a intenção é validar a definição que vier a ser criada só para durar a governação afeta à coligação, tudo bem. Sim, porque com esta composição, conservadora e retrógrada do mais que há, é praticamente certo que o resultado não irá agradar a nenhum partido da oposição nem a largas camadas de outros portugueses progressistas e independentes e, por isso, quando daqui a uns anos estiver em São Bento um Primeiro-Ministro que não seja do PSD nem do CDS, lá voltamos nós à primeira forma, aliás, como vem sendo costume.


A composição dos governos muda mas os métodos mantêm-se!


Silvestre Félix

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...