Mostrar mensagens com a etiqueta energia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta energia. Mostrar todas as mensagens

SOBRE O JAPÃO


A nossa pequenez está bem ilustrada na catástrofe que se abateu sobre o Japão.

A prevenção aos efeitos de terramotos, adaptando a construção de edifícios aos constantes abanos, ainda consegue resultar numa redução significativa de danos materiais e humanos. O mesmo não se pode dizer relativamente aos tsunamis. As imagens do que aconteceu na 6ª feira, reduzem-nos à nossa real insignificância.

Para o rescaldo de tudo fica o pior – O desastre nuclear! Hoje houve uma segunda explosão na central de Fucoxima, que está em pior situação, aumentando o perigo da radioatividade se propagar.

O desastre está a relançar a polémica da utilização de energia nuclear. Nos Estados Unidos, na Índia e na Europa, começou a discussão e tudo o que tem a ver com este tipo de energia, vai ser escrutinado até à exaustão.

Neste tempo, já existem alternativas ao petróleo e ao nuclear, com potencial suficiente para ajudar a inverter a caminhada da humanidade para o abismo.

Silvestre Félix

(Foto: Público Online)

AL GORE disse:

No meio de tanta mediocridade, criteriosamente levada a nossas casas pelas televisões deste País, em noticiários que mais parecem sessões de leilões das peças (tretas) transmitidas, quase passou despercebida, a visita a Portugal do Prémio Nobel da Paz de 2007, o antigo Vice do Ex-Presidente Bill Clinton, o Americano Al Gore.

Intervindo num seminário realizado ontem no Estoril, Al Gore disse: “Portugal está a fazer um trabalho fantástico nas energias renováveis. Parabéns. Eu vanglorio-me da liderança de Portugal quando falo em sítios um pouco por todo o mundo sobre energia solar, eólica, energia das ondas e sustentabilidade. Dou-vos os parabéns por todos os progressos que têm sido feitos nesta área.”

Infelizmente, a nível interno, é impossível valorizar os inúmeros exemplos do que tem sido feito na área das energias renováveis. É necessário ser os estrangeiros a reconhecerem a importância desta opção dos últimos anos. Por aqui, desvalorizam, e, se possível, destroem o que está feito.

Muitos erros têm sido cometidos neste “reinado” de Sócrates mas, muitas medidas e reformas positivas foram feitas. A aposta nas energias renováveis é uma delas. Vai ter um impacto determinante a médio e longo prazo, não só do ponto de vista ambiental mas, também, na reversão do deficit da nossa balança comercial com o exterior. Cada unidade de energia produzida internamente em renováveis, são barris de petróleo que deixamos de comprar fora.

Os constrangimentos orçamentais vão, com certeza, abrandar os investimentos em novos projetos mas, o “andamento” é imparável e, como Al Gore diz:

“Portugal está a ajudar a criar soluções e está a tornar-se líder neste novo mundo.”
(Foto: Wikipédia - Dicas: DN)

O PLANETA AGRADECE!

A unidade industrial que vai produzir 60 mil baterias para carros eléctricos a partir de 2011, é, sem dúvida, uma boa notícia, e o planeta agradece.

Paralelamente, o País vai ser inundado de postos de carregamento para os mesmos carros eléctricos que, tudo leva a crer, começarão a rodar com força, também a partir de 2011.

Todos estes investimentos para uso de energia eléctrica, em alternativa aos derivados do petróleo, só terão sucesso se a respectiva produção for limpa, ou seja; Hidroeléctrica, solar, eólica, biomassa, etc. e, acabar com o que ainda existe, de produção termoeléctrica.

No que respeita às energias renováveis, a “Cimeira de Copenhaga”, bem pode pôr os olhos em nós, porque, como é reconhecido por todos, estamos no bom caminho.

Já agora, a produção de eólica no nosso País, bateu recorde absoluto no mês de Novembro, contribuindo com 24% do consumo de electricidade, de acordo com informação da REN.

SBF

(Gravuras: Wikipédia)

MIRA – SINTRA


Lembro-me da construção dos edifícios que viriam a constituir o bairro de Mira – Sintra. Estávamos lá pelo início da década de setenta do século passado. Este bairro era notícia, considerando a dimensão e importância dos acontecimentos que mereciam ser referidos pelos órgãos de comunicação à época. Nessa altura, os bairros de lata fervilhavam em volta das principais cidades do nosso litoral, principalmente na cintura de Lisboa e, com a chegada constante de populações vindas do interior, levaria ainda muitos anos até que as barracas começassem a diminuir.

A construção de raiz, deste bairro, para alojamento de famílias com baixo rendimento, era novidade em todos os aspectos; Pelo tipo de construção e a quem se destinava. Daí, o ser notícia. Eu, que fazia de comboio, a minha ida e volta diária a Lisboa onde trabalhava, via os edifícios a crescer todos os dias.

Mira – Sintra, ainda antes de se tornar uma das freguesias novas do concelho de Sintra, foi adquirindo vida própria, tendo criado várias estruturas sociais, recreativas e culturais. Nas realizações a nível regional, sempre está presente qualquer instituição de Mira – Sintra.

Passados estes trinta, quase quarenta anos, a, agora, Freguesia de Mira – Sintra, volta a ser notícia nacional, também por uma boa razão. A Junta de Freguesia vai avançar para um ambicioso projecto de autonomia energética. Com a instalação de painéis solares nos telhados dos seus edifícios, querem; primeiro, atingir a auto-suficiência, segundo, quando aí chegarem, passar à venda do excedente de energia produzida, à rede de distribuição.

É com acções concretas no terreno como esta, que se protege o planeta.

É com esta política que se protege e defende os interesses das populações.

Não sei, nem me interessa saber, de que cor política são os membros do executivo desta Junta de Freguesia.

SBF

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...