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O PRESIDENTE E A HISTÓRIA…


Completamente desajustados os elogios à ação dos Comandos durante a Guerra Colonial…não havia necessidade.

As comemorações dos 50 anos do Regimento de Comandos merecem ocorrer com dignidade, não sendo preciso que Cavaco destaque no “alinhamento”, um dos períodos mais sombrios da nossa história contemporânea.

Os Comandos e as Forças Armadas portuguesas, duma forma geral, merecem todas as homenagens dos portugueses que, em união, conquistaram a Liberdade e a Democracia para o nosso País. É neste enquadramento que devemos engradecer a nossa retaguarda patriótica protagonizada pelos nossos Militares e não, recordando feitos coloniais ao serviço duma ditadura com o prazo de validade ultrapassado.

A polémica “leitura” histórica que o Presidente, mais uma vez demonstra ter, não contribui para o prestígio do Órgão que representa.

Silvestre Félix

CAVACO VS SÓCRATES

Cavaco Silva, desvalorizando completamente a responsabilidade institucional das suas funções e o que se lhe exige, no que respeita à estabilidade da democracia e ao seu desejável papel de árbitro nas relações dos vários intervenientes, escreveu, em prefácio de livro hoje tornado público, palavras, frases e expressões, diabolizando o antigo Primeiro-Ministro José Sócrates duma forma descabida e extemporânea.
Em circunstâncias normais, Cavaco Silva ainda será o mais alto magistrado da Nação durante mais quatro anos, não lhe ficando bem referir-se aos protagonistas da governação da maneira como o faz hoje, relativamente a José Sócrates. Mesmo que a razão lhe assistisse por inteiro, que não é o caso, digo eu, não o deveria ter fazer. Muito menos quando os seus telhados de vidro são enormes e também se podem partir.
Estou com muita curiosidade em ouvir o que António José Seguro tem a dizer sobre esta “prenda” de Cavaco Silva a José Sócrates.
Silvestre Félix

AS PENSÕES E A MEMÓRIA...


Seria justo e seríamos mais felizes se nos lembrássemos só das coisas boas da vida. Mas como? A (habitual) injustiça ganharia porque a “taluda” sairia só a quem já tivesse conhecido coisas boas. Os restantes, a quem nunca calhou mais nada a não ser a “fava”, ficariam na mesma, ou seja, infelizes e de bolso vazio.

É um problema de justiça e de memória que, por estes dias, tem andado (a memória) mais curta que o normal.

De facto, muitos eleitores do atual Presidente da República mostraram-se surpreendidos e alguns até indignados (??) com os valores das pensões e outros rendimentos auferidos pelo Professor quando, há menos de um ano, durante a campanha eleitoral para as presidenciais, esta questão foi completamente escrutinada mas que, ainda assim, a maioria dos boletins de voto mereceram uma cruzinha à frente da foto de Aníbal Cavaco Silva.

Uma coisa é a forma atabalhoada como Cavaco tentou “lamentar-se” da eventualidade de não vir a receber os subsídios de férias e Natal do BdP. Outra é, não sendo de maneira nenhuma sua intenção, ter dito ao País que desconhece ou que se está borrifando para a situação de pobreza duma grande parte dos portugueses. Não é a primeira vez que faz afirmações que vão neste sentido e muito provavelmente não será a última. Se é o que pensa ou não, pouco importa, porque, nas funções que desempenha; «não basta ser, é preciso parecer».

Por isso, para quê tanto espalhafato?

Comem todos à mesma mesa sempre bem farta!

Muitos dos que agora clicam no “gosto” de mais uma fotomontagem do “Aníbal pedinte”, não voltam a votar nele porque este é o último mandato.

Silvestre Félix

CAVACO SILVA E AS ENTREVISTAS!


 Não vi em direto a entrevista a Cavaco Silva e, às 11h da noite, quando dei conta da gravíssima falha, (??)  fiquei preocupadíssimo! Tinha perdido (???)  uma oportunidade única de assistir à “magistratura ativa” em ação.

Logo me recompus. Os canais de notícias tinham assunto p’ra noite e estavam todos a falar da mesma coisa: A entrevista do professor. Como é hábito, o que disse à Judite de Sousa, não atrasou nem adiantou e as opiniões dos comentadores, variam entre os que são seus apoiantes e os que não são.

Hoje, nos jornais e nas rádios, o assunto foi ocupando a manhã informativa e, de tudo o que fui vendo e ouvindo, incluindo alguns resumos da entrevista, destaco três coisas:

- Há 2 ou 3 anos, a mesma pessoa e no mesmo cargo, assustou os portugueses com o anúncio duma comunicação ao País com tal formalidade e “intenção” grave, que todos começamos a pôr a imaginação a trabalhar para tentar adivinhar que desgraça tinha acontecido. – “A montanha pariu um rato.” – Cavaco Silva, diretamente do Palácio de Belém, comunicou-nos que não concordava com uma cláusula ou duas (mera questão administrativa) do proposto “Estatuto Autonómico dos Açores”. 

Neste ano de 2011, descobriu-se que o Governo PSD da Madeira tinha ocultado (não orçamentada e não escriturada de propósito) durante vários anos uma elevada dívida. Este facto (grave, como tem sido classificado pela generalidade dos intervenientes) tem merecido, da parte da mesma pessoa e no mesmo cargo, quase nada! As poucas referências que tem feito ao “buraco da Madeira”, têm sido condescendentes e contraditórias com a propagandeada “magistratura ativa”.  

- Disse que vai convocar o Conselho de Estado para ouvir os conselheiros sobre a “incidência da situação política, económica e financeira” em Portugal. Para quê? Que problemas concretos é que já alguma vez foram resolvidos neste Órgão de Soberania?

- O Órgão de que é titular Cavaco Silva, precisava, nesta fase da vida portuguesa, de transmitir confiança aos portugueses. Na presença de constantes contradições dos políticos executivos, no Governo ou na oposição, era, mais do nunca importante, uma postura verdadeiramente independente que, falando verdade, fizesse a diferença e em quem pudéssemos acreditar.  

Silvestre Félix

E O CAPITAL? PAGA?

Cavaco Silva disse estar surpreendido com as propostas de criar um imposto para os mais ricos e que, em vez disso, se devia recuperar o imposto sobre heranças e doações.
O Presidente da República continua a estar melhor calado do que a falar.
Diz ele que quem herda não contribuiu para a herança. Como é que pode afirmar isto por regra e duma forma tão linear?


Não seria o imposto das fortunas, em si, que resolveria o problema do País mas, que o capital devia ser mais tributado, considerando o nível de sacrifício às costas do português comum, ninguém já tem dúvidas.


Silvestre Félix

CLARIVIDÊNCIA

O Presidente da República descobriu… que a solidariedade na União (?) Europeia, hoje, é uma treta!
Sensacional, o nosso mais alto Magistrado da Nação, munido de toda a clarividência do mundo, vê as coisas mais claras agora na época pós-Sócrates.
Vale mais tarde do que nunca!


Silvestre Félix

COM O VERÃO, O NOVO CICLO POLÍTICO!

Há muito tempo que não assistia a uma sessão parlamentar pela TV com gosto. Tal como se previa, a questão do Presidente da Assembleia ficou resolvida rapidamente e com uma votação favorável significativa e com direito a um aplauso de todas as bancadas.
Assunção Esteves foi de facto uma boa escolha e merece estar onde está.
O PSD desembaraçou-se bem da situação confrangedora de ontem. «Há males que vêm por bem» e «para grandes males, grandes remédios», é o que se pode dizer sobre o que aconteceu hoje no Parlamento Português.
No Palácio da Ajuda assistimos ao outro lado do início do novo ciclo político. Tudo como previsto, declarações dos que entram e dos que saem sem reparos, discurso do Primeiro-Ministro empossado com um vocabulário diferente, contrastando bem com o gasto e repisado palavreado do Presidente da República. À medida que Cavaco Silva teimava em continuar com o arrazoado, alguns dos novos Ministros lá iam disfarçando a necessidade de abrir a boca em sinal do sono que aquelas palavras lhes sugeriam.
Aqueles dois ou três que no exterior se esforçavam para contestar o que lá dentro se passava, deram a nota do ridículo a que alguns continuam a prestar-se.


Silvestre Félix

A ABSTENÇÃO E O PRESIDENTE!

Sempre entendi que o voto não é só um direito mas também um dever de cidadania. Ainda assim, considero a decisão de abstenção uma opção democrática e, como tal, respeitável como qualquer outra.
Todos sabemos que há Países onde o voto eleitoral é obrigatório e os abstencionistas estão sujeitos a multa. Em Portugal, em 1975/76, quando foi discutida e aprovada a primeira Constituição Democrática, a questão do voto ser ou não obrigatório, foi longamente debatida tendo vencido a possibilidade do eleitor se abster legitimando esta opção.
Mais uma vez, o Professor Cavaco Silva não esteve bem na comunicação ao País do passado Sábado, afirmando (não estou a citar) que quem não fosse votar neste Domingo, perdia legitimidade para criticar ou pronunciar-se sobre o Governo saído das eleições.
Não sei se é desconhecimento histórico, se é mesmo falta de cultura democrática ou ainda problemas com o português – língua. O problema da abstenção está a montante do momento de votar e, como tal, a forma como o Presidente da República pretendeu discriminar os abstencionistas foi completamente despropositada.
Silvestre Félix

O PRESIDENTE E OS CULPADOS

«É preciso trabalhar melhor e poupar mais»
Esta é a frase preferida do Presidente da República nos últimos tempos. Só que, quando a diz (a frase), está a dirigir-se à generalidade dos portugueses. Foi o que aconteceu na última comunicação ao País transmitida pelas televisões e, pelos vistos, o registo continua a ser o mesmo porque hoje voltou a usar a mesma terminologia.
O senhor professor está equivocado. Pode dizer isto e muito mais mas tem de se dirigir aos verdadeiros culpados da situação complicada que se vive em Portugal.
Cavaco Silva pode e deve falar, principalmente, para os políticos com responsabilidades de (má) governação nos últimos 25 anos. Eu compreendo que seja embaraçoso porque inclui parte dos seus governos mas, alguns dos nossos maiores problemas de hoje, começaram ainda na década de oitenta e evoluíram pela de noventa.
É completamente “ao lado” repetir esta frase ou esta ideia falando para todos os portugueses. É entendido como nos esteja a culpar a todos e que devemos poupar aquilo que já não temos – O dinheiro.
Silvestre Félix

O PRESIDENTE E OS SEUS PODERES

Eu sou daqueles que acham que o Presidente da República não está isento de culpas na atual situação do País. Por acaso até, em “dois carrinhos”.

Primeiro “carrinho”: Alguns dos problemas estruturais do nosso sistema, nasceram no tempo em que Cavaco Silva era Primeiro-Ministro.

Segundo “carrinho”: Enquanto Presidente da República, falou de coisas despropositadas e em alturas inconvenientes, deixando o essencial e bem assente nos seus poderes Constitucionais, para o Parlamento ou, pura e simplesmente, pairando qualquer coisa sobre as nossas cabeças como nuvens negras.

Na verdade, a partir de certa altura, com a sua inação, Cavaco Silva despejou a função de qualquer utilidade, tendo optado pela oposição frontal ao Governo, materializada naquele célebre discurso de tomada de posse.

A inutilidade da sua função foi mais clara com o intencional silêncio e afastamento aquando da apresentação do PEC (chamado 4). Aqui, deveria ter assumido um papel pró-ativo promovendo entendimentos que levassem à aprovação das medidas de austeridade propostas, decerto menos penalizantes do que as, que aí vêm.

Já corre por aí nalguns meios, que a função presidencial vai ser posta à prova nos próximos tempos. Os poderes do Presidente podem ser mexidos na próxima revisão constitucional. Menos ou mais poderes, mais ou menos presidencialismo ou mais Parlamento? De uma coisa tenho a certeza, para ter um Presidente da República como este, não é necessário ser eleito por voto secreto e universal.

Entretanto há muito boa gente a criar demasiadas expectativas na ação presidencial pós-eleitoral. Eu acho que, mais uma vez, vai atirar o ónus para o Parlamento e continuará a mandar “recados”.

Silvestre Félix

GUERRA COLONIAL

Este dia 16 de Março é, por mim, sempre lembrado como prelúdio do dia 25 de Abril de 1974. É bom lembrar a muito boa gente que, naquele Março de 1974, continuava ativa uma Guerra Colonial imposta pela ditadura ao povo português e aos povos das Colónias.

É preciso continuar a dizer que os jovens portugueses, na sua grande maioria, iam para a Guerra obrigados. A alternativa à mobilização para a Guerra era o exílio. Alguns, uma percentagem muito pequena, conseguiam fugir à tropa, saltando clandestinamente a fronteira para Espanha e, daí, para o resto da Europa.

Os que por cá estavam, assentavam praça, sempre na esperança de não lhes calhar a eles e, depois da especialidade, lá vinha a “bomba atómica”!

Quando o jovem era mobilizado para a Guerra, a tristeza varria a família, os amigos, as namoradas ou as mulheres e filhos, enfim, era a desgraça que se abatia sobre todos.

Ontem assinalou-se em Lisboa o 50º aniversário do início da Guerra Colonial. As datas e os acontecimentos devem ser lembrados com dignidade. É isso que se espera dum Presidente da República. Parece que em matéria de discursos, o mais alto Magistrado da Nação, não anda bem aconselhado ou então, é muito mais conservador do que é suposto ser, neste cargo, e no Portugal democrático.

Cavaco Silva «elogiou o empenho, a coragem, o desprendimento e a determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar», e aponta esta falsa realidade como «exemplo para os jovens deste tempo».

Mas qual empenho e determinação? Não tinham outra hipótese! Se lhes perguntassem se queriam ir, 9 em cada 10, diriam que não! Uma vez no terreno, aí sim, assumiam o seu destino malfadado – matar para não ser morto!

Nunca esperei, depois do 25 de Abril, ouvir um político do campo democrático português, dizer tais coisas.

Silvestre Félix

O MEXILHÃO

Os portugueses, em futuras eleições, deviam ser capazes de castigar a sério os nossos dois maiores partidos. Estão a prestar um péssimo serviço ao País!

Cada um por sua vez, só me lembro daquela caricatura:

Não f…e, nem sai de cima! (a crise está por baixo)

É como se tivessem injetado uma droga para se esquecerem completamente de tudo o que os rodeia, ou então decidido adotar aquela máxima dos três macaquinhos: Um tapa os ouvidos e não ouve, o outro os olhos e não vê e, finalmente, o terceiro com a mão na boca e não… não, aqui não se pode aplicar por todos falam demais.

No meio da desgraça e independentemente do Governo ter mais ou menos culpa da situação, eu ainda acho (embora não goste nada) que estão a fazer o que somos obrigados fazer, esteja lá Sócrates ou Passos Coelho. As condições objetivas são ditadas em Bruxelas/Berlim. Não estamos em posição de negociar o que quer que seja. Nesta conformidade, penso que o PSD está do lado errado, embora o Governo não esteja a facilitar e, o que faz constantemente é pôr o corpo a jeito.

Se tivéssemos um Presidente como deve ser em que o seu capital fosse a imparcialidade e, dessa forma, se apresentasse com credibilidade a todos os portugueses, o impasse podia ser resolvido, mas assim, abertamente em oposição ao Governo, não me parece que de Belém venha qualquer tipo de solução.

Mais uma vez, é sempre o mexilhão que lixa…

Silvestre Félix

DE BAZÓFIA ESTAMOS NÓS FARTOS!

Neste fim-de-semana, a classe política portuguesa, tem dado sucessivas provas de que não merece o mínimo de consideração por parte dos cidadãos pagadores.

Com o péssimo contributo de Cavaco Silva, proferindo um discurso que mais parecia de líder da oposição do que de Presidente da República, ficaram criadas todas as condições para, mais uma vez, sempre em “meias-tintas”, se contestar a ação governativa. Como diz o Professor Jorge Miranda em entrevista ao Diário de Notícias de hoje, «O presidente tem de tirar as consequências do seu discurso». É isso mesmo, quem diz do Governo ou da sua ação, o que ele disse, não pode deixar andar como se não tivesse acontecido nada. Assuma as suas responsabilidades e dissolva a Assembleia. Porque não o faz? Tem todas as ferramentas para isso.

Passos Coelho não pode ficar à espera que Sócrates faça o que ele quer, ou seja, “declarar que não tem condições e apresente a demissão”. O Primeiro-Ministro já disse várias vezes que não o faz e, se não o fez na passada 4ª feira depois daquele discurso do PR, nunca mais o fará.

Se o PSD se revê no discurso de Cavaco Silva, se não concorda com as últimas medidas anunciadas pelo Governo, mesmo que estejam de acordo com a sua correligionária do PP Europeu, Chanceler da Alemanha e, na prática, líder da UE, então, que se chegue à frente, crie condições na Assembleia para mandar o Governo embora e vá para eleições. Também têm medo? De quê? Se não querem ou se não o podem fazer, então não travem a ação do Governo.

A discordância não é exclusiva do PSD. Não haverá um único português que esteja de acordo com estas ou quaisquer outras medidas de austeridade.

Do que se precisa é de alternativas… De bazófia estamos nós fartos!

Silvestre Félix

MOÇÃO DE CENSURA

A moção de censura do BE apresentada e rejeitada hoje na Assembleia da República, não conta para nada. Só provou a incongruência da decisão do Bloco, tentando repor a sua agenda política depois das precipitações, pelo menos, nas presidenciais.

A verdadeira moção de censura ao Governo foi apresentada ontem, de viva voz, por Cavaco Silva. Só não provocou a queda do Governo porque o Primeiro-Ministro é José Sócrates.

Mesmo neste universo medíocre da política portuguesa, há muito boa gente que não ouviria este ataque direto ao Governo e à sua ação governativa, sem que, na hora, batesse com muita força com a porta, e, se possível, na cara de Cavaco Silva.

Silvestre Félix

PALAVRAS… LEVA-AS O VENTO!

As expectativas que a comunicação social foi criando à volta do discurso que Cavaco Silva proferiu hoje na Assembleia da República, após a tomada de posse para o seu segundo mandato, foram, de certa forma, correspondidas:

O Presidente da República fez o diagnóstico esperado e, como também já estamos habituados, colocou-se à parte de qualquer responsabilidade no que Portugal é hoje. Não inventariou as causas e muito menos apontou soluções. Cavaco Silva foi Primeiro-Ministro e líder do PSD durante dez anos e é Presidente da República há cinco. É uma das caras mais marcantes da nossa classe política.

O atual Presidente da República foi aplaudido só pelas bancadas do PSD e CDS. A sintonia perfeita. Cavaco Silva é dos políticos mais conservadores no ativo. Nenhum eleitor pode dizer que tenha sido enganado e, mesmo assim, Cavaco tem margem para fazer qualquer coisa de útil que não se fique pelo alinhamento das suas simpatias partidárias.

Entretanto:
Palavras… leva-as o vento!

Silvestre Félix

MELO ANTUNES

Todos os Presidentes da República da nossa democracia, à excepção do actual, estiveram presentes na merecida homenagem a Melo Antunes, organizada pela Associação 25 de Abril durante este fim de semana.

Todos já vamos estando habituados a que o actual PR não goste de pôr o cravo na lapela nas comemorações do 25 de Abril, que não goste destas mesmas comemorações, que, como aconteceu mais uma vez, nunca está presente em eventos organizados ou promovidos pela Associação 25 de Abril. Este PR, não esconde a aversão a tudo o que, duma maneira ou doutra, possa levar os portugueses a pensar que ele simpatiza com os protagonistas ou com a simbologia do 25 de Abril.

Lembro-me da sua acção impeditiva, quando era Primeiro-Ministro deste País, de Ernesto Melo Antunes poder ser o alto responsável pela UNESCO.

SBF

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...