A PATROA DE BERLIM!

O descaramento da “patroa” de Berlim não tem limites. Continua na sua senda intrometida como se a Região Autónoma da Madeira fizesse parte dos seus domínios germânicos. Como muito bem disse Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, nenhum Chefe de Estado e de Governo de qualquer País da União Europeia pode referir-se, como o fez Angela Merkel, a determinada Região de um outro País membro. Essa prorrogativa pertence à Comissão Europeia.

No mínimo, a Chanceler ignorando qualquer ponta de ética diplomática, intrometeu-se em assuntos internos de outro País e, por via disso, devia ser advertida por exemplo, pelo Parlamento Europeu.

Ao mesmo tempo, e relativamente aos “fundos Estruturais” a que se referiu a “Senhora” de Berlim, se o Governo da Madeira os aplicou em estradas e túneis, foi porque assim foram aprovados em Bruxelas. Pelo menos a mesma parte de responsabilidade na aplicação do dinheiro, a União Europeia tem. A culpa dos erros cometidos, se os houve, não foi só do Governo Regional.      
Quando e quem consegue por esta “tipa” na ordem?
Silvestre Félix

PIEGUISSE!

Às vezes dá a impressão que não basta sermos massacrados com a acelerada degradação das condições de vida. É necessário que nos chamem nomes” também.

Os políticos do nosso País não se cansam de nos tratar mal. Aumentam os impostos, reduzem os ordenados, acabam com os subsídios de férias e de Natal, reduzem os feriados, até querem roubar-nos alguma alegria pelo carnaval e depois ainda dizem que somos PIEGAS.
Têm todos (os políticos) que voltar à escola. Depois de botarem pela boca fora as “parvoeiras”, desculpam-se dizendo que foram mal interpretados.
Primeiro deviam aprender a falar, a escrever, a ler, a serem pessoas, a serem cidadãos exemplares. Só depois de adquirirem estas competências poderiam ser governantes…
Silvestre Félix

AS BOCAS DE AJ SEGURO

Era perfeitamente evitável que AJ Seguro dissesse para os ansiosos jornalistas de microfone “em riste” qualquer coisa parecido com:

«Há muitos pontos do memorando da troika com que não concordo».  
Neste momento está (ele, AJ Seguro) líder do Partido Socialista. Parece não haver dúvidas que, pelo menos neste caso, é sua obrigação honrar os compromissos que o seu partido assumiu, mesmo que tenha sido adversário do seu antecessor. Aqui, para honrar, não basta ser, é também, preciso parecer!
Não lhe fica bem dar estas “bocas” como se quisesse dar a entender que com “ele” tudo seria um mar de rosas.  
Cuida-te Seguro porque ainda tens muita estrada para andar…
Silvestre Félix

E O CARNAVAL?

Todos os Primeiros-Ministros dão, de vez quando, tiros nos pés. Há estragos que se curam mais depressa que outros e há mesmo alguns, que gangrenam.   

Há dezanove anos, um outro, que agora mora em Belém, também deu um tiro no pé com a mesma arma – O Carnaval! Nunca mais (o pé) voltou ao que era. Foi com a história da retirada de tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval de 1993 que, o então Primeiro-Ministro começou a curva descendente até perder do poder.
Este é o dia em que, no nosso País, mais pessoas saem à rua em festa ao mesmo tempo. São muitas centenas de milhares de portugueses que assistem aos desfiles e participam de norte a sul, nesta tradição pagã multisecular.
Do ponto de vista económico a decisão do Governo é absolutamente contraditória com os propalados objetivos. O Carnaval funciona para muitas regiões como autentico “balão” económico. A pequena industria, o turismo e o comércio local revitaliza-se com a preparação e com a realização dos festejos carnavalescos.       
Os investimentos das comissões promotoras são, duma forma geral, recuperados e na maior parte dos casos lucrativos. Não são estas boas razões para toda a gente estar a protestar? Mesmo sendo alguns correligionários do Primeiro-Ministro? É legítimo que receiem a quebra de receitas. Vai com certeza haver menos gente.
Então que fazer agora com todo o planeamento a contar com a tolerância de ponto do dia 14? Na saúde não há consultas, nas escolas há férias, nos tribunais não há julgamentos nem ações de rotina, noutros serviços abertos ao público a programação já conta com esta interrupção, enfim, é tudo contra a “convicta” opinião do Primeiro-Ministro que, desta maneira, deixa que se colem a si, mais uns quantos anticorpos. E não são poucos.
Quanto à produtividade, está bom de ver que o efeito é como um “bumerangue”. Com o risco de, na volta, bater na cara do lançador.   
Silvestre Félix

ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO

A sobrevivência dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) devia ser um desígnio nacional.

A manutenção dos 600 e tal postos de trabalho diretos e a salvaguarda da economia da cidade e do Concelho, só por si, já seriam razões suficientes mas, igualmente importantes são os compromissos assumidos com encomendas, a necessidade de estabilizar a empresa, recuperando-a, e dando um novo folego à Industria naval portuguesa no caminho da necessidade de crescimento que o País atravessa.

O Governo tem aqui uma boa oportunidade para recuperar alguma credibilidade que lhe foge, tratando de resolver por todos os meios a questão do “Atlântida”, rejeitado pelo Governo Regional dos Açores sem que se perceba muito bem como isso foi possível e levantar os ENVC como “isco” (no bom sentido) de recuperação da economia nacional.

Silvestre Félix

UMA VIAGEM DAS ARÁBIAS De Leonor Xavier


No rasto de Afonso de Albuquerque, “O Leão dos Mares da Ásia” como lhe chamou e deu em subtítulo Geneviève Bouchon na sua obra publicada em 2000, organizou o Centro Nacional de Cultura (CNC) uma viagem, em 2009, ao jeito de peregrinação pela rota das conquistas portuguesas do início do século XVI, por Omã, Emiratos Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Egito, da qual Leonor Xavier, uma das viajantes, escreveu “Uma Viagem das Arábias” que relata o dia a dia do grupo desde a saída de Lisboa a 31 de Agosto e a chegada a 12 de Setembro.

As visitas aos locais que testemunham a presença dos portugueses por aquelas paragens, de 1507 a 1650, são descritas com mais pormenor e sempre acompanhadas de textos sobre as respetivas conquistas e construções por parte de Afonso de Albuquerque ou seus subordinados marinheiros.

Leonor Xavier diz-nos também o que se encontra conservado ou reabilitado, conta-nos também como os visitantes portugueses sentem o desenvolvimento daquelas Terras e como os locais convivem com a nova realidade. Pela escrita também nos mostra Petra no Reino da Jornânia, essa jóia tantos séculos escondida da civilização ou as populares pirâmides e esfinges do antigo Egito onde Afonso de Albuquerque também quis chegar entrando pelo Mar Vermelho que ele chamava “Roxo”.

É de leitura muito agradável e, para quem gosta de viajar, é um bom aperitivo.

Leonor Xavier nasceu em Lisboa em 1943, jornalista e escritora com vários prémios recebidos em Portugal e no Brasil onde viveu 12 anos.

É uma edição conjunta do Centro Nacional de Cultura e Clube de Autor e 1ª em Junho de 2011.

Silvestre Félix

MANIFESTO MONÁRQUICO


O Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, fez hoje 104 anos, em que foram assassinados o Rei D. Carlos I e o Príncipe Luís Filipe, foi talvez a página mais negra do republicanismo português.

Hoje, o Arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles encabeça um manifesto pela Monarquia em Portugal. A situação de crise no País e os perigos para a manutenção da soberania tem fornecido argumentos à Monarquia para a conquista de novos adeptos deste sistema de chefia e organização do Estado.

Silvestre Félix

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...