EMIGRAÇÃO EM FORÇA…


A recessão que vivemos no País, resultado da crise global e da inconsequência das políticas adotadas por quem nos tem governado nas últimas décadas, faz com que, durante 2011, cerca de 100 mil portugueses tenham sido obrigados a emigrar porque, por cá, o que lhes restava era o desemprego.
Pelos discursos economicistas que a toda a hora ouvimos, incluindo a mensagem de Natal do Primeiro-ministro confrangedoramente vazia de conteúdo, não se auguram melhoras para os próximos tempos. Aliás, fazem questão de nos transmitir isso e só isso. São medidas de austeridade umas a seguir às outras sem intervalo nem “compaixão”. Antes do final do ano deve ser conhecida mais uma “bateria” de decisões recessivas para que acabemos o ano bem deprimidos. É pois certo que, durante 2012, o recurso à emigração se vá acentuar e fiquemos, mais uma vez, desfalcados de uma boa parte dos portugueses mais bem qualificados.  
Daqui a um ano já saberemos se os sacrifícios serviram para alguma coisa. O pior é que, mesmo resultando nalguma coisa, pelo caminho vão ficar os destroços do terramoto que nos caiu em cima.
Entretanto, os Ministros, Secretários do Estado e os outros altos dignitários do Estado, continuam a transportar-se em viaturas topo de (alta) gama. Em 6 meses, havendo vontade e “vergonha na cara”, já seria tempo suficiente para renegociarem (todos ou alguns) os contratos de aluguer, no sentido de se conduzirem em carros condizentes com a austeridade que, eles próprios impõem aos outros portugueses.  
Silvestre Félix

EDP PARA OS CHINESES!


Os 21% da EDP deviam continuar a ser portugueses. Estamos a vender os últimos anéis porque a Troika diz que tem de ser.

Na inevitabilidade da alienação, e havendo pretendentes brasileiros, preferia-os, a quaisquer outros. As minhas razões são afetivas, históricas, culturais e de uma desejada estratégia de parceria com o mundo da Lusofonia.

A escolha da empresa chinesa arruma com as pretensões dos alemães que se preparavam para continuar a dominar no seu quintal. É bom que não estejamos completamente na mão dos nossos “parceiros” (??) europeus.

Silvestre Félix

AS MÁS NOTÍCIAS…


A sequência de más notícias é assustadora.
Pelos menos em três períodos do dia diferentes de todos os dias, ficamos a saber de mais um “corte” ou de mais um aumento de uma qualquer despesa essencial.
Hoje foi a vez do corte nos dias de férias e do brutal aumento de preços dos exames médicos que são complementares do diagnóstico.
Foi também o dia em que ouvimos o representante do FMI dizer que o aumento de meia-hora no tempo de trabalho dos portugueses decretada pelo Governo, «não chega!»
Também foi hoje percebido que afinal a redução de funcionários públicos até 2014 é de 30 mil e não de 10 mil.
Porque é que não dizem tudo duma vez?
Silvestre Félix

OS CORTES NO SNS


O documento que dá conta da revisão do memorando de entendimento com a Troika vai ser hoje tornado público. Consta que é uma autêntica bomba…Como é costume nestas coisas, algumas pontas vão saindo fora e, pela tarde dentro, já são parangonas na net.

Continuam a ter a lata de dizer que não querem acabar com o Serviço Nacional de Saúde. Pois bem, a Troika manda que, em 2012 os cortes subam para o dobro deste ano ou seja, por cima dos quinhentos e tal milhões de 2011, o corte do próximo ano será de mais mil e tal milhões de euros.

Alguém acreditará que os serviços de saúde prestados aos portugueses não vão baixar significativamente de qualidade?

Silvestre Félix

PERTURBAR OS PORTUGUESES!


A maneira “politicamente incorreta” como, de vez em quando, o Primeiro-Ministro faz determinado tipo de declarações, para além de magoar e perturbar os portugueses, cria dificuldades ao próprio Governo e ao País.

Todos sabemos existirem, nalguns países lusófonos, oportunidades de trabalho para muitas áreas profissionais incluindo professores. É uma realidade que muitos milhares de compatriotas já concretizaram e outros estão em vias disso.

O que não pode acontecer é o Primeiro-Ministro, em vez de criar emprego “cá dentro”, indicar a emigração como solução para os desempregados, sejam eles professores, serralheiros, pedreiros ou bancários.

Silvestre Félix

OS «JOTAS» E O CARREIRISMO!


Estes tipos que vêm das “jotas” pensam que podem tudo.

A “reboque” do sucesso carreirista de alguns, como o Primeiro-Ministro ou o líder do maior partido da oposição, os fulanos que vêm das “jotas” acham que estão no mesmo caminho do poder e desatam a apregoar bacoradas sempre que lhes aparece um microfone à frente ou lhe dão um degrau para subirem a um qualquer “púlpito”.

Este Vice-Presidente da bancada do PS na Assembleia da República que proferiu umas frases altamente incorretas sobre a dívida e credores, devia ser penalizado em termos partidários. Arranjou um enorme problema ao partido e aos seus dirigentes e, da forma como as declarações foram propaladas, na certa foram ouvidas fora do País por quem tudo aproveita para municiar a artilharia dos “mercados” sem rosto.

Mesmo assim há quem ache mérito nas declarações do “ex-jota” de Aveiro. Manuel Alegre, defendendo-o, disse que, «irresponsabilidade, á a submissão e o servilismo». Concordo com o Manuel Alegre, falando do diretório europeu e mercados, mas isso não justifica que o “ex-jota” se refira aos credores como o fez nem que defenda a apologia da ameaça chantagista do – Não pagamos!

Com a fraca prestação de hoje no debate quinzenal da Assembleia da República, o PS teve uma semana para esquecer.

Silvestre Félix

FERIADOS NACIONAIS!

A Agência Lusa divulgou hoje um documento subscrito por quarenta historiadores que condenam a (alegada) extinção de 4 feriados nacionais pelo facto de não existir relação entre menos dias de trabalho e produtividade.

A mim também me parece uma ideia estapafúrdia, sem sentido nenhum e que, em última análise, vai contribuir para aumentar o mau estar entre a gente que trabalha.  

Os feriados nacionais certificam o passado inscrito na nossa história que deve ser respeitado e valorizado, principalmente por quem tem responsabilidades governativas.
Que ataquem e reprimam os habituais utilizadores das chamadas “pontes”. Essas sim, devem ser banidas em definitivo do nosso calendário laboral.

Os acontecimentos a que se referem os feriados, devem ser comemorados na data certa e não, um ou dois dias para trás ou para a frente.

Que se dê força ao movimento que contesta a intenção de acabar com alguns feriados nacionais. Não é assim que retomamos o crescimento no sentido de cumprir os compromissos com a dívida.

Silvestre Félix

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...