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ESPANHA E AS VIRAGENS…


Nestas eleições espanholas, o partido ganhador seria sempre o da oposição como aliás vem acontecendo pela Europa fora.
Nestes tempos não interessa nada se vira à direita ou à esquerda.
Com descrença em tudo e todos, uma completa ausência de crédito ideológico e partindo duma situação de profunda crise económica que atinge no bolso a grande “massa” de eleitores, o resultado final é sempre favorável a quem ainda pode trazer alguma esperança, ou seja, quem não esteja comprometido com o negativo do tempo. E, se ainda assim, mesmo com a legitimidade do voto popular, a nova política não agradar aos “mercados” (capital, polvo de cabeça grande e múltiplos tentáculos, ou qualquer outro ser fantasmagórico), estes se encarregarão de colocar no poder quem lhes faça a vontade, como já aconteceu na Grécia e na Itália.
Esta é a lógica de caracol dos “mercados” (capital, polvo…)“devagar se vai ao longe!”.
Quem pensa que hoje está a salvo, que vá “pondo as barbas de molho”, porque os tentáculos lá chegarão.
Silvestre Félix

MERCADOS – POLVO!

Se ao grande universo de trabalhadores continuar a ser retirado poder de compra, este, vai consumindo cada vez menos, atingindo rapidamente a escassez do essencial, os retalhistas deixam de vender e, consequentemente, deixam também de comprar à distribuição que, por sua vez, deixa de encomendar ao aparelho produtivo que, deixa de produzir e de adquirir matéria-prima voltando tudo ao princípio.

Com o fim da linha e falências sucessivas, tudo pára!

O desemprego e a desgraça familiar fazem, na diagonal, todo este percurso.


No banco dos réus deveria sentar-se o detentor do capital porque: sôfrego, desregulado e ultraliberal, só tratou de acumular capital para especular onde melhor lucro encontrou para voltar a juntar mais, em tudo o que são paraísos fiscais.


Qual é a racionalidade de proporem (os mercados) empréstimos à Grécia com juros a 100%?


Como é possível que um Comissário da UE, com grandes responsabilidades comunitárias e que por acaso é Alemão, propor que, nas instâncias da UE, as bandeiras da Grécia, Portugal e Irlanda sejam colocadas a meia haste?

Pior do isso! Nem o Presidente da Comissão se desmarcou denunciando a inoportuna proposta, nem nenhum Estado ou Órgão da União(?) contestou veementemente a indigna “bacorada” do Comissário (que por acaso é) Alemão.


Os Estados e os Governos, cúmplices ou não, estão todos de joelhos e reféns do “tal polvo” que assume as mais variadas formas e designações sendo a mais conhecida: – Mercados!

Na Europa existem Estados (cúmplices) a quem a situação lhes calça que nem uma luva.


Eu acho que estamos muito perto duma desintegração europeia com consequências imprevisíveis. O que se toma como certo é que, acontecendo, a esmagadora maioria dos Estados são devedores.

Silvestre Félix

O POLVO NÃO PÁRA!

A “Moody’s” ameaçou hoje com revisão do “rating” dos Estados Unidos.
Onde, e quando vai isto parar?
Quem trava este polvo que se movimenta na sombra e que, neste momento, tem o poder universal?
Silvestre Félix

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...