FILHOS E ENTEADOS

Só faltava mesmo que, neste caso, o presidente francês confirmasse que o seu país tem tido um tratamento especial por parte da Comissão Europeia, no que respeita aos déficit's orçamentais.

Enquanto, pelos mesmos motivos, a Comissão Europeia persegue-nos, chantageia-nos e ameaça-nos de toda a maneira e feitio, com sanções e bloqueio de fundos estruturais. Foi praticamente um ano inteiro nisto. Só na próxima semana é que o Ministro das Finanças português é ouvido no Parlamento Europeu, sobre o mesmo assunto.

Esperemos que, a propósito desta confissão do presidente francês, o Governo Português diga aos “mangas-de-alpaca” de Bruxelas, o que só uma nação com quase 900 anos tem legitimidade para dizer.

Silvestre Félix
04.01.2016
Tags: UE

(Foto: DN)

CGD E OS COMISSÁRIOS


Li ontem no “Expresso online” o seguinte:

«Montenegro diz que seria “uma vergonha nacional” não mudar as regras na Caixa Geral de depósitos».

Digo eu; seria “uma grande vergonha nacional”, mas principalmente para toda a classe política, se, fartos que brinquem com eles, os novos gestores batessem com a porta da Caixa Geral de Depósitos e regressassem às vidinhas mais calmas que tinham, ganhando o mesmo ou, nalguns casos, até mais.

E então, lá voltaríamos a ter a porta aberta para a entrada triunfante dos “comissários-partidários”, “salvadores da pátria”, às vezes baratinhos, mas que, no fim das contas, ficam sempre muito mais caros aos portugueses.

Silvestre Félix
03.11.2016

Tag: CGD
(Foto: Google)

EDIFÍCIO DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

O histórico edifício do Diário de Notícias na Avenida da Liberdade, foi vendido. O poder do dinheiro que tudo controla, foi, também neste caso, implacável. 

A memória duma cidade, dum país ou de uma sociedade, na lógica deste capital sem rosto, cabe numa bola-de-trapos.

Este edifício, inaugurado em 1940, da autoria do Arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, ganharia o Prémio Valmor desse ano e foi construído para alojar o, também histórico “Diário de Notícias”, fundado em 1864 e morador no Bairro Alto desde então.

O edifício, depois de remodelado, mantendo obrigatoriamente a fachada, vai ter residências e lojas de luxo. Bem a dizer com a novíssima Avenida da Liberdade.

Os ventos que sopram desta europa, têm arrastado o nosso país para uma vala-comum de cidadãos moribundos que, sem forças para resistir, se conformam pelo “menos-mau”, “antes-assim-que-pior” e outros provérbios na mesma onda.

Quando conseguiremos afastar estes maus ventos?

Silvestre Félix
02.11.2016

Tags: Diário de Notícias
Foto: Expresso online

XI CIMEIRA DA CPLP

Os repórteres portugueses que viajaram para Brasília com o propósito de fazerem a cobertura da XI Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), deram como altamente conseguida a sua profissionalíssima intervenção, conseguindo questionar vezes sem conta, ora o Presidente da República, ora o Primeiro Ministro, acerca dos vencimentos dos gestores da Caixa Geral Depósitos (CGD) e se o presidente da Guiné Equatorial sempre ia a Fátima em maio de 2017.

Prestação valiosíssima tiveram estes profissionais, destacando-se os das nossas tv’s que, com a sua sabedoria e sagacidade, quase fizeram passar despercebida a dita “cimeira”.

Esperam-se, com ansiedade, mais visitas ao estrangeiro dos nossos governantes para, aí, voltarem, os perspicazes repórteres, à carga sobre os vencimentos e outros “berbicachos” da Caixa Geral de Depósitos.

Silvestre Félix
01.11.2016

(Foto DN)  

JÁ NÃO VOU PARA A GUERRA!

Do terceiro andar, daquela janela, eu conseguia ver, mesmo sem “Google Earth”, tudo o que acontecia na “hora”, tinha acontecido, ou, que imaginava viesse a acontecer.

Dali, via, navegando pela “estrada” do Tejo, algumas poucas “faluas” e “fragatas” de velas “à banda” empurradas pelo vento da barra que lhes facilitava a corrida e a faina do pescado e do pequeno transporte.

Pela janela, à altura das “águas-furtadas” do prédio mais perto do “duque”, conseguia perceber, se a grande doca-seca da “Lisnave” estava recebedora, ou não, do grande petroleiro que, impávido e sereno, esperava, fundeado no Mar da Palha, de proa à maré.

Mesmo entre a escuridão do vinte-e-quatro, conseguia espreitar lá de cima, da janela do terceiro andar, os sorrateiros e cínicos bufos dum lado, e, do outro, os reservistas de lápis azul, que, riscando, os gastavam sempre “a bem da nação!”.

No rescaldo das “Caldas”, via-me, de mancebo a magala em fardamento a verde feito, e de “canhota” a jeito, no meio de terra, que minha não era, com lógica de estúpida guerra que pelas colónias fervia.

Antes, lá teria passado pelo cais da “Rocha Conde D’Óbidos” marchando para entremeada formatura antes de subir à amurada do “Príncipe Perfeito”, “Vera Cruz”, Niassa”, “Infante D. Henrique” ou de qualquer outro “paquete” servidor do império. A vinte e quatro, o parapeito daquela janela do terceiro andar, era o interior da murada dum destes e, de lá, via um “mar”, com o tamanho do que iria atravessar, de lenços brancos num adeus de mães, esposas, namoradas e filhos.


Na entrada dezassete, com o Manel abençoando o “botas” e a fazer figas para que a “primavera-marcelista” ficasse, de vez, outonal ou mesmo invernosa, porque, nos seus atrofiados neurónios, só assim se conseguia ganhar a guerra em Angola.

Atormentava-me, sim! Tinha medo, sim! Mesmo com a segurança que a janela do terceiro andar me dava, vendo de lá o que muito bem queria imaginar, não conseguia desviar a certeza que me desenhavam para o futuro a curto prazo; “Assento-de-Praça”, recruta, especialidade e, ala que se faz tarde, para África. 

De piso era terceiro mas, contando pela entrada da do Alecrim, era segundo sendo que, por ser tão alto, quase adivinhava o que se ia passar na quinta-feira, a vinte-e-cinco; desde o Terreiro do Paço, Ribeira das Naus, Arsenal, Corpo Santo e Bernardino Costa. Cheirava a qualquer coisa…

E, na manhã de quinta-feira, em abril e a vinte-e-cinco, ouvi o Luís Filipe Costa:
 (…) Aqui, Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (…)

Silvestre Félix

25 de abril de 2015 

ABRIL E CHUVA

A chuva cai em abril!

Abril deveria ser sempre luz e esperança. Abril deveria trazer sempre; bons ventos, bons casamentos, bons empregos, muita saúde e felicidade!

O cinzento domina este País e a chuva cai em abril!

Destroem-nos de alto-a-baixo e nem abril escapa!

Silvestre Félix

6 de abril de 2015    

ISLÂNDIA JÁ NÃO QUER ADERIR À UNIÃO EUROPEIA

E a Islândia retirou o pedido de adesão à (des)União Europeia. Pois claro! Os islandeses, ao longo da sua longa história, têm demonstrado serem inteligentes e com democracia bem entranhada na pele. Porque “carga d’água” se iriam meter num embrulho autocrático e cheio de problemas, como é hoje a (des)União Europeia.

Depois da crise bancária que se abateu sobre eles em 2008, conseguiram levantar a cabeça, fazer o “manguito” aos que queriam “chupar” o dinheiro do povo e ainda levar a tribunal alguns políticos considerados responsáveis pela situação. Hoje, voltaram ao crescimento e restabeleceram os níveis de vida que tinham anteriormente.

Os bons exemplos deviam ser divulgados pela comunicação social. Nas televisões, o negas ao pedido de adesão, passou de mansinho no rodapé em alguns canais de notícias.


Silvestre Félix

(Foto: Reiquiavique - Wikipédia)

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...