MÍTICO “PONTAL”!

Foi o Primeiro-Ministro e, ou, o Presidente do PSD?
Ou será que foram os dois?
Pedro Passos Coelho foi à Quarteira cumprir calendário e muito bem. A mais não é obrigado e já muito mérito tem, por ter recuperado a presença do líder do PSD na mítica “Festa do Pontal”. Mas para dizer tão pouco não é preciso criar-se falsa expectativa. Basta estar presente!
Passos Coelho e alguns dos seus companheiros, embora tenham prometido resistir, lá vão falando do passado e das malditas heranças, mesmo que despropositadamente em discursos oficiais como o fez o Ministro da Defesa. Esquecem-se que, para além da dívida, alguns dos nossos graves problemas estruturais que provocaram mais de uma década de fraco crescimento económico, têm o selo “laranja”. A começar pela errada aplicação dos fundos provenientes da CEE na pré-adesão e pós-adesão, o abate da nossa Marinha Mercante e frota pesqueira, o abandono da indústria leve e pesada o incentivo ao abandono da agricultura, etc., etc. Alguns dos responsáveis por essas decisões, agora, se calhar, assobiam para o lado e estão ao lado deste Governo.
Nem todos os portugueses são culpados da situação em que nos encontramos e muitos menos os que agora são os mais visados com as medidas de austeridade. Ao contrário do que muitos nos querem fazer crer, duma forma geral somos empreendedores e trabalhadores. Foi a nossa classe política (arco do poder – PS, PSD e CDS) que, por incompetência, negligência ou cedendo às clientelas, governou mal, pelo menos nos últimos 25 anos. Ninguém pode cuspir para o ar sem correr o risco do cuspo lhe cair em cima. Nada do que aqui escrevi branqueia o desastre da última metade da governação de José Sócrates.


Portanto, quando falarem do passado sejam justos e verdadeiros.


Silvestre Félix

SOBERANIA E AS NOSSAS FORÇAS ARMADAS

A propósito das notícias que dão conta do Exército ter incorporado mil jovens para “praças”, alegadamente sem autorização do Governo, que evidentemente eu não acredito tenha acontecido assim, dei comigo a aceitar a minha própria contradição.
Na verdade, numa perspetiva de União Europeia, até algum tempo, achava que não se justificava manter as Forças Armadas com este grau de operacionalidade. Eliminado o perigo de invasão militar do nosso território e com a previsível tendência de integração europeia no âmbito da NATO ou fora, o caminho certo seria reformular todo o aparelho militar a uma dimensão residual.


O que “ontem” era verdade, hoje é mentira!


O ponto em que a União (só já tem o nome) Europeia se encontra é de prelúdio de desagregação. Num dia qualquer destes, acordamos com a União(?) esfrangalhada com, cada um para seu lado. Os egoísmos dos mais poderosos acabaram com o projeto sonhado e implementado pelos sofredores de sucessivas guerras entre vizinhos. Pelo meio, usando ferramentas ao serviço do neoliberal e desenfreado capitalismo, vão pondo os mais fracos de joelhos que, obrigados, lhes servem as soberanias de bandeja.
Por isto e por muito mais, as Forças Armadas Portuguesas devem manter-se operacionais, mesmo que num quadro de forte austeridade. Há muita despesa que pode e ser eliminada, os lóbis controlados, as altas patentes engajadas num projeto viável mas, agora mais do que nunca, é imprescindível que as Forças Armadas Portuguesas tenham capacidade para garantirem serem o último reduto da soberania nacional.


Silvestre Félix

A CULTURA E O PODER…

Todos sabemos, e já há muito tempo, que a definição de “serviço público de televisão”, é o que se quiser, ou melhor, é o que o Governo que estiver na “cadeira” precisa para justificar a sua política em relação à RTP.
Até se podia pensar que desta vez ia ser diferente mas, conhecendo-se a liderança do tal “Grupo” que vai criar a “definição do SPT” ou vai “definir o conceito de serviço público”, está tudo dito.
A propósito de indefinição de “serviço público de televisão”, que tem a ver com a completa falta de sensibilidade dos nossos Órgãos de Poder para a importância que a cultura tem para a afirmação de Portugal no mundo, diz Inês Pedrosa em entrevista ao DN – «lamenta que não exista atenção por parte dos primeiros-ministros para a área da cultura.» Diz ainda a Diretora da Casa Fernando Pessoa que «é inaceitável que o poeta português seja mais conhecido no Brasil, onde até é recitado por taxitas, do que no seu próprio país


A ausência na orgânica deste Governo dum Ministério da Cultura é sinal bastante significativo do que vale o nosso “código genético” para os mandantes deste tempo.


Silvestre Félix

A MONTANHA PARIU UM RATO... OUTRA VEZ!

Ontem online e hoje em papel, alguns títulos, davam como certo que o Ministro das Finanças ia anunciar na conferência de imprensa das 9h00, os esperados “cortes brutais” na despesa pública do Estado.


Toda a gente está, há muito, na expectativa!


Para quem considerava estas medidas tão fáceis de implementar ainda antes e durante a campanha eleitoral, está a demorar o seu anúncio. Será que, chegados ao Governo, os atuais responsáveis concluíram que afinal a coisa não era assim tão fácil ou que aquilo que havia a cortar já estava a ser feito pelos anteriores governantes?
As novidades continuam a ser pela receita e hoje não fugiu à regra – aumento da taxa do IVA de 6% para 23% na electricidade e gás natural. Coisa pouca (?) para quem tem rendimentos altos, e coisa complicada que se reflete no aperto de mais um furo no cinto dos, do costume.


Hoje, nota muito negativa para o Governo!


Silvestre Félix

TIRO NO PÉ?

Na expectativa de aumento da taxa intermédia do IVA para compensar (?) a anunciada redução da Taxa Social Única (TSU), a indústria da restauração está em pânico.
A imagem de restaurantes cheios à hora de almoço, “já era”. O desemprego e a crise em geral provocou cortes nos orçamentos familiares com acentuada incidência na alimentação em casa e, principalmente, fora.


Não é fácil tomar decisões e este Governo ainda tem de provar tudo. Tem, em cima, parte considerável do histórico negativo da nossa classe política.
Esta questão da TSU/IVA pode muito bem vir a ser “um tiro no pé” e, se o for, o buraco é muito grande.


Silvestre Félix

MINISTÉRIO DA ECONOMIA

Por muito mérito que tenham as reduções de pessoal e meios no novo Ministério da Economia, não chega para resolver o problema da economia de Portugal.
Este Ministro Álvaro, que chegou do Canadá com um selo de “estrela” da equipa, ainda nada fez nem disse, para além de denúncia, e bem, dos meios e motoristas, e secretárias, e seguranças, e porteiros, e sei lá mais o quê, que os anteriores tinham ao seu serviço.


Senhor Ministro Álvaro, comece a falar da Economia do País e dê conhecimento dos seus planos para Portugal dar a volta por cima, é isso que nós queremos.

Silvestre Félix

PS: Já me esquecia e injusto é coisa que não quero ser, o Ministro Álvaro, ainda antes o ser, já se batia pela redução da TSU e são muitas as dúvidas sobre a eficácia da medida no aumento de competitividade das empresas portuguesas.





QUE SE SALVEM OS MELROS!

A inclusão do “Melro” na lista das aves que podem ser caçadas é um atentado, não só contra a ave em si, mas também contra a natureza. As organizações de caçadores não concordam com a medida e não há notícia que algum cidadão português dê o seu apoio à decisão dos órgãos de poder, exceção, é claro, para quem teve a infeliz ideia e para quem assinou a Lei.
A Ministra da Agricultura, confrontada com a situação que herdou, ainda tem muito tempo até Novembro para anular esta barbaridade, permitindo assim que possamos continuar a admirar os lindos casais de “Melros” nos nossos jardins.


(Foto: Wikipédia)


Silvestre Félix

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...