A MADEIRA E A CRISE!

Ninguém gosta de ser maltratado e “quem não se sente, não é filho de boa gente!”

Nestas duas frases enquadram-se todos os cidadãos nacionais que não sejam madeirenses, considerando a odienta maneira como Alberto João Jardim os vem tratando há mais de trinta anos.

Não fosse esta postura desmedidamente abrutalhada, quase sempre despropositada, ofensiva e injusta como este senhor se refere aos restantes portugueses e especialmente aos Órgãos de poder nacionais, não me admiraria que fosse objeto de simpatia e apoio generalizado em todo o território nacional, em resultado do desenvolvimento empreendido pelos seus governos na Região Autónoma da Madeira, mesmo que para isso se tenha endividado para além do razoável. No fundo, não fez diferente do que aconteceu a nível nacional.
Esta permanente agressividade de AJJ em relação a tudo o que seja do “conti(e)nente”, tem tido, ao longo do tempo do “seu” poder, efeito inverso do pretendido. Aplica-se por inteiro a máxima:
“Não é com vinagre que se apanham moscas!”
Mesmo com a “corda na garganta” e com o acordo de resgate financeiro à frente, não resiste a mais uma provocaçãozinha, ameaçando não o assinar e provocar uma crise política.
Já ninguém o leva a sério. O seu “reinado” chegou ao fim!
Silvestre Félix

NOMEAÇÕES


“Ora agora danças tu, ora agora danças tu mais eu!”

A dança das nomeações ou, como agora se diz usando a influência linguística anglófona na moda – “Job’s for the boys!”

Falam demais e sem qualquer legitimidade os que no seu passado de poder, puxaram de ferramentas e ofereceram os apetecíveis lugares a portadores de cartão partidário ou, pelo menos, aceitaram que eles, os candidatos, se desfizessem em promessas de seguidismo incondicional e entrega em breve, da respetiva ficha de inscrição.

Também estão mal os que, agora na defensiva, vão à mesma caixa de ferramenta e não resistem a dar-lhe uso idêntico quando antes bradavam e batiam com as duas mãos no peito em sinal de respeito pela sua verdade e honradez.

O ruído que dum e outro lado (todo o arco do poder) se produz, é eficaz veneno para os ouvidos dos portugueses que, porque muito que tentem, não conseguem fugir de os ouvir…

“os cães ladram e a caravana passa! (pobrezinha porque nos levam o pouco que temos)”

Silvestre Félix

80 ANOS E O SNS…

Quem diz, em Portugal, com a maior das calmas que, «hemodiálise para quem tem mais de 80 anos, só se a pagar», não merece ter tribuna nem para pedir desculpa aos milhares de portugueses que, mais uma vez, ofendeu.

Ninguém tem dúvidas que o acesso ao Serviço Nacional de Saúde, como nós o conhecemos, está em perigo. A orientação ultra-liberal e mercantilista, maioritária na atual governação, não vai olhar a meios para atingir os “números” troikanos.
O que ouvi ontem naquele debate a propósito do SNS é grave. Teve no entanto o mérito de nos alertar para o que aí poderá vir.
Silvestre Félix

PREVISÕES OU ADIVINHAÇÕES?


No princípio de cada estação (mais ou menos de 3 em 3 meses), há por aí umas organizações – mundiais, europeias e nacionais – onde predominam os “sabichões” economistas, que se entretêm a fazer e publicar previsões duma série se dados económicos que serão, mais à frente, sucessivamente revistos em alta ou baixa, conforme lhes sopra o vento.

No meio disto tudo, quando as previsões são publicadas, os analistas e comentadores passam noites inteiras a falarem da coisa.

Hoje, foi o Banco de Portugal a publicar as suas previsões de inverno. Lá vieram umas quantas revisões aos números que tinham previsto no Outono passado

Em vez de se deitarem a adivinhar, porque não esperam pelo fim do período e, aí, com os dados do INE, já poderão botar todas as “faladuras” que entenderem.

Silvestre Félix

A MAÇONARIA E O BOM SENSO!

Nos últimos dias, algumas parangonas, têm associado a “Maçonaria” a factos menos aconselháveis, protagonizados por parte da nossa classe política.

Como acontece de vez em quando, a discrição das organizações maçónicas, ajusta-se para servir de bode expiatório a muitas culpas não assumidas na sociedade e, principalmente, na área política, como recentemente aconteceu nas secretas.
Não sendo simpatizante da "prudência" que baliza as práticas maçónicas, consigo enquadrá-las do ponto de vista histórico e social e, até certo ponto, admiro, quando cumpridas, as grandes obrigações e compromissos dos maçons. Haverá “ovelhas negas” como em todo o lado que, quando detetadas, são expulsas do rebanho.
O bom senso aconselha a que cada um trate da sua parte. Não seria nada bom para o País que os maçons, para frequentarem as suas “lojas”, tivessem que voltar à clandestinidade como acontecia no tempo da ditadura.
Silvestre Félix

VIANA DO CASTELO E OS ESTALAEIROS!


Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) são o último reduto da nossa história quase milenar, no que respeita à construção naval.

Infelizmente, os nossos “troikados” governantes, movidos pela orientação ultra-liberal e mercantilista, não estão preocupados com história nem com imperativos nacionais que não somem mais uns milhões às receitas do Estado para garantir as metas orçamentais.

Hoje se resolverá o futuro do que resta deste setor industrial que tanto prestígio e “divisas” deram ao nosso País. O irónico disto tudo é que os ENVC até têm encomendas. Não têm é dinheiro para comprar o material necessário à construção das embarcações em carteira nem para pagar aos empregados.  

A viabilização e continuação dos ENVC por capital privado, misto ou público, era a melhor coisa que podia acontecer aos cerca de 650 trabalhadores e à cidade de Viana do Castelo.

Silvestre Félix

E OS ANOS VÊM…


Ano vai, ano vem…

Neste tempo terreno os anos gastam-se e não se renovam. Aqueles rostos que por mim passam com as rugas mais acentuadas clicam a contagem automática. Eu também por lá passo e sinto que…
os anos vão e os anos vêm, gastam-se e não se renovam.
E, para qualquer lado que me vire, dou de caras com um político que fala, com um analista que analisa e uma dúzia de comentadores que comentam. Falam, falam e já ninguém os ouve e muitos menos alguém retém alguma frase, alguma ideia.
Ano sai, ano entra…
ontem, anatomia viçosa, hoje rugas e curvatura de costas.
Em qualquer Natal, em qualquer ano que vem, falam, falam como se alguém acreditasse muito no que dizem. Nunca cumprem e até se esquecem que já prometeram ou já se lamentaram do mesmo há décadas.
Ano vai, ano vem…
e nem uma luzinha ao fundo do túnel…
Silvestre Félix

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...