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MATERIALISMO …


Temos muito pouca margem para sermos desligados dos bens materiais. A sociedade a que chamam desenvolvida assenta, acima de tudo, na acumulação de riqueza material – dinheiro, móveis, imóveis, etc., etc.

Quem não estiver formatado neste sentido, é marginal.

Antes da crise, corria-se atrás do sucesso carreirista buscando remunerações cada vez mais altas ou, e, se por conta própria, negócios cada vez mais lucrativos. Duma maneira ou doutra, o materialismo absorve tudo à volta e não há lugar para a simplicidade do essencial – fica mal perante os colegas e vizinhos e, na escola, os filhos correm o risco de serem gozados pelos outros.

Depois da crise, tudo muda mas o materialismo mantêm-se. Agora, que já se foram as altas remunerações e os chorudos negócios, a procura de dinheiro e dos bens materiais para dar de comer à família tornou-se, em muitos e muitos casos, a única motivação de vida.

Ou seja, em tempo de vacas gordas ou magras, não conseguimos deixar de andar atrás dos bens materiais e negligenciamos a saúde espiritual.

«A paz e amor numa cabana» dos fantásticos anos 60/70 do século XX, não se conseguiram impor à ganância e frieza do poder que se foi instalando por todo o lado montado na globalização sem rosto.

Silvestre Félix

“CATEDRAIS” DE CONSUMO

As “catedrais” de consumo deste tempo entraram no nosso quotidiano em definitivo e, todos, por milhentas razões, lá vamos.


Os portugueses aderiram para o bem e para o mal e não vale a pena arranjarmos razões e desculpas para contrariar esta preferência coletiva.
Para a qualidade da nossa sociedade, estas grandes concentrações de “pontos de venda” de todo o tipo de produtos (essenciais ou não) que hoje consumimos, lado a lado com “pontos de diversão e lazer”, têm defeitos e virtudes como tudo na vida.
Os discordantes da existência destes grandes centros comerciais terão os seus motivos, alguns bastante aceitáveis mas, os tempos mudaram e todos temos de nos adaptar. Por outro lado, os inflexíveis apoiantes, também devem dar espaço à possibilidade de manutenção de algumas unidades de comércio tradicional e local. É tudo uma questão de concorrência, e já está provado que a coexistência é possível e, em muitos casos, desejável. Não são poucos os exemplos de unidades de rua com sucesso, graças à proximidade dum shopping.


Importa também referir como toda esta temática tem realidades diferentes, estando nós a considerar as grandes cidades e, duma forma geral zonas com grande densidade populacional. Nas regiões rurais ou de pouca habitação, as coisas são completamente diferentes e nada do que acima disse, tem sentido.


Em qualquer dos casos, não me sinto nada confortável entrar numa “catedral” destas a abarrotar de gente. É como chegar a uma praia e ter de andar à procura duma nesga de areia para estender a toalha.
Como estou neste mundo e faço parte desta sociedade, frequento o “shopping” e o “fórum” como toda a gente.


Silvestre Félix

“PARA GRANDES MALES, GRANDES REMÉDIOS!”

O organismo humano, usa o espirro para expulsar do corpo partículas inconvenientes e incomodativas.

A causa, está normalmente associada à presença nociva de bactérias no aparelho respiratório. Para evitar um mal maior, e utilizando a máxima:

“Para grandes males, grandes remédios!”

O comando do “aparelho” emite uma ordem de contração aos músculos e aos pulmões, origina um efeito de mola apertada e, de repente, liberta a mesma mola, abrindo todas as válvulas, expulsando pela boca fora todos os “perdigotos” do mundo infestados de ninhos de bactérias altamente perigosos para a saúde de quem espirra.

Imaginemos aqui a sociedade no papel de “espirrador” e os maus elementos protagonizando as bactérias. Tão bom que era, conseguirmos ficar livres da cambada de “perdigotos” que infetam tudo à nossa volta, simplesmente com uma bateria de espirros!

À minha conta acabaria com muitos “perdigotos”. Logo de manhã, espirros, é comigo. São pelo menos aí uns 15 e seguidos!
(Foto e dicas sobre espirros: Wikipédia)

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