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PRATELEIRA DE LIVROS

“Álvaro Cunhal – Sete fôlegos do combatente”
De Carlos Brito

Conhecer a intervenção de Álvaro Cunhal no panorama político português, no tempo da ditadura e depois do 25 de Abril de 1974, é essencial para se entender a verdadeira história do nosso País nos últimos 60/70 anos.

Carlos Brito, autor de “Álvaro Cunhal – Sete fôlegos do combatente”, privou com Álvaro Cunhal durante cerca de 40 anos no PCP, a maior parte fazendo parte dos órgãos dirigentes, primeiro na clandestinidade durante a ditadura e, depois do 25 de Abril nas mais variadas tarefas partidárias.

O autor conheceu como poucos o histórico líder do PCP, e, a sua condição de afastamento da militância do seu partido de sempre, permitiu-lhe – só possível com distância física e emocional – escrever este livro que, desde a publicação da 1ª edição em Maio deste ano, se manteve nos “top-ten” até há bem pouco tempo.

Carlos Brito nasceu em Moçambique em 1933, veio para Portugal com 3 anos vivendo em Alcoutim, no Algarve, durante a infância e juventude, para onde retornou há uns anos, depois de ter deixado a política ativa. Foi candidato presidencial, deputado durante muitos anos, Diretor do jornal Avante, foi condecorado mais do que uma vez, para além de todas as tarefas e cargos inerentes à sua função de dirigente do PCP.

É uma edição das “Edições Nelson de Matos” com 1ª edição em Maio de 2010.
(Gravura: Do site de "Edições Nelson de Matos)

A FUGA DE PENICHE

A fuga de Peniche, como ficou conhecida, foi o pior “pontapé” que o regime fascista podia ter levado naquela altura.

A resistência organizada, o Partido Comunista Português, conseguia abanar a muralha repressiva do regime da ditadura.

Álvaro Cunhal e mais nove camaradas seus, fogem da fortaleza de Peniche e regressam ao trabalho da clandestinidade uns, e outros partem para o exílio.

Faltavam 14 anos para o 25 de Abril que culminou a longa etapa de resistência destes e de muitos outros anti-fascistas.

O Diário de Notícias publicou hoje, a propósito dos 50 anos da fuga de Peniche, entrevista com Eugénia Cunhal, irmã de Álvaro Cunhal, que li com muito gosto.

SBF

NUM DESTES DIAS

Anti - democracia  net de Wilson Ferrer Um dia, passados para lá de cinquenta e cinco, em anos contados, no tempo duma senhora que era outra...